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quarta-feira, 21 de abril de 2010

O MAIOR DE TODOS OS FEITOS DE ZERO ENQUANTO HERÓI


A SAGA DE ZERO

Ato 3, Capítulo 1 - O Maior Feito de Zero

QUE PALHAÇADA É ESSA?!?

(Zero não se conteve, assustando Hashimoto com essa reação explosiva).

ESSES FILHOS DA PUTA TÃO ACHANDO O QUÊ DA GENTE? TÃO ACHANDO QUE A GENTE É CUPINCHA DELES, É? FOI SÓ UM BABACA CARNICEIRO FAZER A GENTE DE PALHAÇO QUE OS OUTROS ACHAM QUE PODEM FICAR NOS MANIPULANDO TAMBÉM? PRO INFERNO COM ELES! PORRA, MERMÃO, NÓS SERVIMOS AOS DEUSES, NÃO AOS TITANS, CARALHO!

Zero acabara de ouvir de Hashimoto o acordo que este havia feito com Joseph Climber, que prometera ajudar o Bando a viajar até a Europa em busca dos componentes necessários para produzir o antídoto para o surto de licantropia que assola Nova York, desde que fizessem um servicinho para ele antes. Um servicinho do outro lado da costa... Los Angeles, mais precisamente.

Furioso demais para continuar qualquer conversa, partiu em disparada do ferro velho onde conversavam rumo a sua casa, esperançoso de encontrar um pouco de paz para racionalizar os últimos acontecimentos. Deitou-se por alguns minutos em sua cama, há dias não dormia e aquilo pareceu o maior dos prazeres naquele momento. Tanto a ser feito, tanta esperança depositada em alianças inesperadas... e quando parecia que tudo estava prestes a ser resolvido as coisas só pioravam, se expandindo em novas e intricadas tramoias que se ocultavam por trás dos planos ardilosos de inimigos ancestrais.

Era madrugada de terça-feira e por isso Zero receava que sua mãe ficasse muito preocupada com uma ligação dele numa ocasião estranha como aquela. Eles sempre se falavam aos sábados pela manhã, uma conversa curta e simples, apenas para saber se estava tudo bem, coisas triviais. Ainda assim ele ligou. Foi rápido: apenas disse que precisaria fazer uma coisa perigosa e que talvez demorasse a entrar em contato. Pediu a ela que confiasse em sua capacidade e que rezasse por ele. Pediu sua benção e desligou.

Ligou para Hector. Não disse o que pretendia fazer, nem pediu conselhos. Disse apenas que o considerava seu melhor amigo e que o tinha como a um verdadeiro pai. Desejou-lhe o melhor em sua vida e desligou.

Não ligou para seus Seguidores. Decidiu deixar que o Destino os guiasse daqui pra frente como lhes fosse predestinado.

Ligou para Hashimoto. Falou raivosamente que estava farto de ser manipulado pelos Titanspawns e que resolveria as coisas ao seu modo. Que ficaria algum tempo sem entrar em contato. Que o Bando desse o melhor de si para manter o sangue de Krieger em segurança. Que confiava no grupo.

E que esperava não se decepcionar novamente com eles.

Desligou sem mas nada dizer. Não ligou para os outros membros do Bando, nem mesmo para Paul.

Zero começou a arrumar sua casa, demorando-se na tarefa como se desse adeus ao seu lar. Guardou zelosamente no armário sua inseparável mochila, seu colete a prova de balas, os socos ingleses dados por Ortiz... e vestiu seu maiô de esquiador, velho de guerra. Fez um lanche leve, fechou a porta e partiu.

Minutos depois, às margens da baía do Bronx, Zero deu uma última olhada na cidade que sempre chamou de sua, respirou fundo e "voou" correndo sobre a superfície da água. Munido apenas de sua velocidade, resistência e herança sobrenaturais, deu início a tarefa mais difícil de sua vida: cruzar o Oceano Atlântico rumo a Europa!

En Taro Adun!

segunda-feira, 1 de março de 2010

A Saga de Zero: A Queda de Creed

A SAGA DE ZERO
Ato 2, Capitulo 6 - A Queda de Creed

Inaceitável. Ridículo. Humilhante.

Não fosse Chicaua aquele monstro estaria agora gargalhando em algum buraco imundo, recuperando suas forças.

Veloz? Até poucas horas atrás pensei que eu fosse. Pensei que ninguém inferior a um semideus poderia me superar. Daí o Creed, que não foi macho suficiente pra lutar até o fim, resolve fugir SALTANDO e eu CORRENDO não consigo ser suficientemente rápido para alcançá-lo. Não cheguei nem perto.

Vergonhoso.

Muito mais do que eu imaginava.

Estou mesmo muito puto.

O filho de Huitzilopochtli também perseguiu o verme saltando. E ele não só o abateu em pleno ar como ainda aterrissou junto dele. COMO ELE CONSEGUIU CHEGAR ANTES DE MIM?! Teria ele esta capacidade desde o início ou sua aparente possessão teria incrementado suas habilidades?

Não importa. Fui superado com extrema facilidade. Tô com uma vontade do caralho de quebrar a cara de alguém, mas não aparece nenhum marginal na rua, isso nem parece Nova York! Não comentarei nada, nem me abrirei com ninguém. Se acharem que estou sério, calado demais, danem-se. Isso não vai ficar assim. Vou passar a observar melhor esse índio e estudá-lo. Vou descobrir como ele foi capaz de tamanha proeza, se foi algo inerente ou mágico.

Se ele é capaz disso, eu sou muito mais.

Tudo que eu preciso é treinar.

(Huummm, por sinal o Hashimoto também me pareceu rápido demais no campo de batalha... não, deixa pra lá. Acho que minha vontade de arrebentar alguém ta me fazendo delirar...)


-x-

Não nego que Paul foi muito esperto e que sua ideia pode ter sido decisiva para nosso sucesso quando decidiu entregar a Kontos para Chicaua durante o combate, afinal ele parece ser especialista na arma, mas... isso foi muito estranho. Ele sempre fica enfezado quando eu a pego emprestada, mas não pareceu nem um pouco incomodado em cedê-la ao índio. Será que seu comportamento comigo, que sempre considerei apenas como tiração de sarro com minha cara era preconceito VERDADEIRO contra mim? Depois de tudo que fiz por ele e de todos os problemas que enfrentamos juntos... não gostaria de desconfiar de um irmão de sangue, mas já fui traído antes. Vou ficar de prontidão.

-x-
Assim que puder vou mandar analisar a amostra deste tubo de ensaio. Aposto cem paus que é sangue de gigante. Tomara que seja, pois minha satisfação por ter destruído todos aqueles tubos no Central Park será muito maior. As drogas “normais” deste mundo já são suficientes pros otários que gostam de “viajar”. Talvez agora a polícia volte a fazer seu trabalho na área.

Huummm, talvez eu até dê uma forcinha pra eles esta noite...
.

-x-


Pelo menos Chicaua não se esqueceu de fazer o que pedi e sumiu com o cadáver do Creed quando ele tombou. Mais do que evitar chamar a atenção, cometer a mesma falha que permiti com Rob, que até hoje não vi o cadáver, seria intolerável. Não sei aonde foi, mas depois de várias horas de preocupação ele acabou aparecendo onde havíamos nos refugiado, o consultório veterinário.

Todo coberto de sangue e com o grande e negro coração de Creed nas mãos. Nojento.

Bauer saiu com ele para fazer alguma coisa com o resto do corpo, não me preocupei com isso. Minha mente está focada apenas no momento do encontro com Krieger. Sinto que ele está muito próximo, espreitando. Talvez essa demora em aparecer seja uma espécie de técnica de terror psicológico, para nos deixar continuamente assustados e tensos para que seu bote seja ainda mais efetivo. Ele não é confiável, e ainda não sei o que esperar dele. Nada me tira da cabeça que ele descobriu que pretendemos matá-lo e usá-lo como bode expiatório para quando o Esquentadinho resolver nos interrogar sobre o desaparecimento de seu pupilo (é claro que isso vai acontecer... se permanecermos vivos até lá).

Paul se recupera no quarto enquanto tenta decifrar o conteúdo do livro que resgatamos (e que devolveremos ao Krieger) e Hashimoto, que havia se refugiado num lugar que não lembro (parece que na casa de algum parente) já está a caminho.


-x-


Historinha interessante, e preocupante, esta sobre as armas do Creed. Depois falo com o Bando sobre as Correntes de Hephaestus, há problemas mais urgentes no momento. Além disso, ainda não sei o que Bauer e Chicaua estão fazendo com o que sobrou do corpo de Creed, mas se não me engano Bauer disse que as ofereceria num ritual para seu Pai, seja lá como pretenda fazer isso. Talvez agora elas nem existam mais.

Bom, tomara que eu consiga terminar de scannear o livro antes do Krieger chegar...

Angelo, 28 de fevereiro de 2010

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