sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Uma noite de Negócios

Era noite na Cidade Central...
Sobre um leito de seu refugio improvisado o mago dormia um sono inquieto...
No quarto, apenas ele e seu familiar. Nepherites sibilava sobre a mesa enquanto digeria sua ultima refeição. Chovia pesadamente, no entanto no quarto fazia um calor abafado que tornava difícil o sono.

Batidas na porta interrompem o sono de Eron.
O mago se ergue num salto de seu leito e tenta ouvir algo que revele quem está do outro lado.

Sr. Idilion, uma pessoa o quer vê-lo. Disse uma voz feminina que Eron reconheceu como a voz da estalajadeira.

-Diga que espere alguns minutos que eu já o receberei. Respondeu o mago.

Eron havia dado um nome falso. Depois da morte de Plínio não parecia sensato manter o mesmo nome até que a poeira baixasse. Além do mais não queria que relacionassem o seu nome com um produtor de venenos. Provavelmente quem o esperava era Zethara, o halfling assassino.

Eron se vestiu sobriamente, abriu uma garrafa de um vinho ordinário e utilizando um truque arcano melhorou o sabor da bebida. Então avisou a estalajadeira que deixasse subir o visitante.

O halfling subiu as escadas silenciosamente e bateu à porta.
O mago abriu e ofereceu uma cadeira para que o visitante sentasse.

Olá camarada, já tenho a informação que você me pediu... Mas a questão é? Como você vai me pagar por ela? Disse o halfling, enquanto balançava as pernas infantilmente sentado à cadeira feita para humanos.

O mago então abriu um pequeno baú e retirou dois frascos de vidro âmbar.

Este aqui se chama língua da serpente. É veneno de víbora do deserto e saliva de basilisco. Matará rapidamente grande parte das vítimas. No entanto, caso o infeliz continue vivo a ferida vai infeccionar e apodrecer. Provavelmente levará alcançará os pulmões e impedirá que a vitima respire sem que se afogue no próprio sangue. É uma obra prima.

O segundo é mais refinado. Chamo-o de Beijo da Lua. Óleo de raiz de Caliândria maculata, e destilado de cogumelos tóxicos e alucinógenos. Este não matará de imediato... Mas em questão de instantes levará a vítima à paralisia muscular. Perderá os movimentos voluntários e aos poucos os movimentos involuntários. Se for deixada sem assistência em meia hora não poderá mais respirar e morrerá. Mas o melhor deste veneno é que ele proporciona a vítima alucinações. Eu mesmo testei esta parte... isto é devido a um certo fungo especial que não revelo a procedência.
Você vai achar divertido observar o seu alvo se contorcer diante dos seus piores pesadelos. Ser devorado pelos seus monstros internos.


A Ansiedade do Halfling era visível. Podia-se ler a dúvida em seus olhos... Qual dos venenos levar. Obviamente a informação só valia um deles. Qual experimentar...
Inquieto, o pequeno saltou agilmente da cadeira e observou os dois vasos sobre a mesa de cabeceira do mago.
Com sua voz quase infantil ele falou.

Levarei o segundo.

Eron saboreou a inquietude do pequeno por alguns instantes. O mago sabia que o halfling faria de tudo para obter o veneno.
Os papéis haviam se invertido. Ele agora tinha o controle da situação. O pequeno era bastante famoso e competente. Provavelmente poderia lhe realizar um serviço a preços módicos agora.

- Bebamos caro amigo, não há por quê ter pressa... veja Nepherites... ela passa 15, 20 dias sem comer absolutamente nada. E então quando se alimenta, fica assim, sonolenta, saboreando a presa por vários e vários dias.
Paciência é uma virtude, e você precisa saborear mais os momentos antes de suas conquistas... não é verdade? Bebamos este vinho. Bastante caro, uma ótima safra... coisa rara aqui em Amestris.


O halfling inquieto, ansioso por testar o veneno em alguma vitima, andou pelo quarto e se sentou no leito do mago. As pequenas mãos seguraram então com alguma dificuldade uma taça de cobre oferecida pelo mago.

O pequeno saboreou o vinho e começou a falar.

- Descobri quem matou seu mestre. Foi um Clérigo de Hextor. Três na verdade... só que o falecido levou dois deles consigo. Recolheram pedaços deles a três quilômetros do local da batalha. O que ficou vivo teve a face queimada por alguma magia... uma obra de arte, eu devo confessar. Pelo que eu fiquei sabendo eles não sabem da sua existência. O velho Plínio destruiu todas as evidencias da tua presença. Mas parece que os clérigos estavam procurando alguma coisa quando foram lá. Não consegui saber o que era. Isso é tudo... Agora.. me dá o veneno.

Eron ouviu calmamente as palavras do Halfling, sem nenhum sobressalto em momento algum.

- Interessante meu caro. Mas acho que a informação não é pagamento suficiente para o veneno.
Eu posso lhe dar o costumeiro “Morte negra”... você nunca reclamou. E sempre fez efeito.




O halfling irritado ergueu-se de salto e encarou o mago, quase gritando.

-Não era este o trato, você me prometeu o veneno em troca de saber o que aconteceu no refugio de seu mestre... esse era o acordo.

Eron calmamente abriu o baú mostrando seu conteúdo enquanto falava.

-Na verdade caro Zethara. O que eu havia prometido era um veneno em troca da informação. Esta era a condição. O que qualquer substancia que eu tenho aqui no meu baú satisfaz com perfeição.
Pelo beijo da lua, vou cobrar futuramente um pequeno serviço.
Você aceita?
E se quiser você pode levar um frasco do “Morte negra” também.


O halfling pareceu discordar de inicio, mas por fim concordou. Rapidamente pegou o frasco do desejado veneno e saiu sem dizer mais nada.

2 comentários:

O Galliard disse...

Mal os erros de digitação ^^

escrevi essa doidera rapido

Diogo Gaucho disse...

ficou legal... mas tenho uma dúvida, como representar um mago perito em veneno de tendencia evil com um PC de 1° nivel (ou mesmo 2, 3°) em D&D?
Como é representado esse tipo de conhecimento?

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