domingo, 2 de novembro de 2008

Visão do Clérigo/Mago/Futuro bardo

É, essa vida realmente não é fácil. Sou um servo de um deus Cego e Maneta, não que isso o torne mais fraco que os outros, mas as pessoas tem o péssimo hábito de subestimá-lo. Pobres pessoas, empalarei todas mais tarde.

Como um clérigo de posto baixo, e como eu tinha um pouco de talento pra essa coisa que chamam de Magia Arcana, me mandaram pra uma porcaria de uma ordem de magos cuja sexualidade é duvidosa para atuar como um espião. Tudo bem, é como dizem por aí: "Tá no 9º inferno? Abraça o Baatezu!". Fui e comecei a aprender aquela magiazinha fraca que eles desenvolviam. Logicamente, pedi ajuda pra galera do deus Maneta e Cego e acabei aprendendo magias mais úteis(tipo aquela de transformar a pessoa em uma grande massa disforme).

Estava tudo indo muito bem. Eu descobria segredos, mandava para a minha ordem, e tudo seguia feliz. Até que algum mago infeliz, que acredita que só porque uma pessoa sabe menos que ele deve obediência inquestionavel à sua pessoa, me mandou acompanhá-lo para lavar seus pratos ou algo assim. Tinha que ir, ou o disfarce acabaria. Como a viagem ainda renderia um bom dinheiro, usei minha incrível simpatia e lábia na inteligente porta que chamam de mago e consegui que ele contratasse meu irmão como Guarda-Costas. Beleza! Seria cachê dobrado.

Não bastando a criatura cuja sexualidade era dúbia ter me levado para lavar seus pratos, ele me levou para um lugar que nevava durante Todo o dia(sem mencionar que não anoitecia no local... Nevava SEMPRE). Alguns dias de viagem e algo bom aconteceu(embora não tenha sido gratúito).

Estavamos todos amarrados a uma corda para evitar que nos perdêssemos na neve. Propositalmente, amarrei a corda da Porta que chamavam de mago com um pouco de displicência. Ele caiu em um abismo e eu não fui capaz de segurá-lo. Morreu. Internamente eu comemorei, agradeci ao Grande Cego Maneta por uma bênção tão cedo em minha vida.

Mas, como nada sai de graça, andamos durante alguns minutos e acabamos caindo nós mesmos em um buraco. E foi uma senhora queda. Se não tivéssemos nos chocado contra a neve talvez acabaríamos do mesmo jeito que a porta arcana. A sorte sorri aos bons, é como dizem. Quando eu limpava a neve das minhas roupas(e você não pode imaginar onde foi parar tanta neve, só precisa saber que era realmente gelada) eu percebi um pedaço de pedra com braços me estendendo a mão. Me assustei e tentei preparar uma magia para talvez fugir correndo, mas percebi que ele era amigo.

Ele me disse que seu grupo tinha acabado de chegar naquele local frio e que procuravam por uma direção. Decidi que se juntar a eles seria a melhor coisa a se fazer, eu precisava de uma cidade para descansar e me reestabelecer. Foi assim que descobri que andar em um grupo de aventureiros é a PIOR coisa a se fazer quando se procura descanso. Ô raça ruim! Atrai confusão até quando não quer. Enfrentamos um urso que tinha o dobro de tamanho do grande pedaço de pedra com braços. O combate nem foi tão difícil(eu fiz o que sei fazer de melhor em uma situação como esta: Dei apoio moral) e saímos vitoriosos com certa rapidez.

Sentamos na fogueira para um curto descanso. Foi aí que percebi que um dos membros do grupo era alguem que eu deveria ter encontrado há algum tempo. Precisava entregar uma informação sobre o assassino de seu mestre, um companheiro de minha ordem. Grande cara o Plínio, uma pena que morreu!

Por causa da conversa eu acabei por não perceber que um Gigante arremessava pedras em meus companheiros de viagem. Em um ato de extrema bravura(e extrema burrice, concordo) eu pedi à massa grande de pedra com braços me arremessasse ao lado da criatura. O plano que eu tinha bolado me parecia perfeito. Usaria uma grande magia para abalar sismicamente o lugar onde ele estava e de quebra ainda causaria algum dano a ele. Mas parece que errei alguns passos da Dança da Ruína e algo saiu muito errado para o meu lado.

Além de não ter sofrido basicamente nada, o terreno não se abalou. Recebi em seguida duas pedradas que me desacordaram. Quando percebi, o companheiro que parecia ser um matuto ou algo assim estava usando magias de cura em mim. Ganhou pontos comigo o sujeito. Mesmo vindo da roça, é uma boa pessoa.

8 comentários:

Hitokiri Romuloso de Jah disse...

O.o

chegou em boa hora

Mimimimimi disse...

XDDDDD Quemago/clérigo chato! Ressuscita ele, Lucas XD ou então obrigada Daniel a fazer outro chato XD os relatos de personagens assim são bem engraçados!

Meu Nome É Tonho disse...

Quando parar de rir comento.

Será que com um bardo no grupo o Goliath deixa o posto de "negociador e diplomata oficial"?

Afinal, um negociador de Carisma 5 é foda!

Hitokiri Romuloso de Jah disse...

Eu n posso fazer nada..

Diogo tinha q interpretar o Pj dele de acordo com o Carisma 6

Na verdade era o MESTRE q deveria penaliza-lo na forma de xp por interpretar um Cara com Diplomacia 10 e carima 18
quando ele tem carisma 6

Diogo Gaucho disse...

Como eu já disse: meu PC é feio e um pouco mais grosso, mas é primordialmente feio. Outra eu fiz uma coisa bem básica INTERPRETEI PARA PODER EVOLUIR! Como eu interpretei um carisma maior eu usei isso para aumentar meu atributo carisma de 5 para 6. Em todas as minhas interpretações eu sou EDUCADO, NÃO GENTIL é só prestar atenção, coisa que não tem a ver com carisma. Um chato de galocha teria um carisma baixo, afinal ele é chato! E outra meu pc não é burro nem tolo, ele não agiria de forma a causar a morte dele ou de alguem do grupo. Poderia descrever mais interpretações mas a "interpretação do mestre" decide no final e como todos sabem eu não discuto com o mestre, ele faça o que achar melhor e vou aceitar na boa.
PS: só tomei a frente de negociador do grupo pq NÃO TINHA NINGUEM a fazer isso, já que os PC malignos tende a se importar apenas com o que querem e seu bem estar (seria o correto por interpretação) enquanto um personagem bondoso tenderia a procurar soluções pacificas.

Hitokiri Romuloso de Jah disse...

Interpretar pra evoluir n explica ainda.. pq afinal de contas carisma 6 AINDA É MTO BAIXO

vc querer ser carismático, e educado até q vai.. pq o Pj pode tentar ser algo que por natureza ele não é..

Mas o quanto isso vai ser efetivo é que é o ponto.

ai é q entra Lucifaz

Meu Nome É Tonho disse...

Nem vi o outro post ainda (o mais recente), mas acho que a interpretação de Diogo é irreprensível no quesito carisma...

O cara que tenta ajudar alguém arrastando ele pelo pé por 10 metros é hilário... seria o personagem bondoso incompreendido!

Meu Nome É Tonho disse...

"Mesmo vindo da roça, é uma boa pessoa."

Esse é o melhor comentário que alguém já fez sobre um druida em toda a história do D&D.

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