domingo, 14 de junho de 2009

Considerações particulares sobre Scion

Saudações cordiais, camaradas.

Quero fazer algumas considerações sobre Scion, baseado obviamente nas nossas recentes experiências.

Primeiramente, quero dizer que o jogo de hoje foi um dos melhores dos quais participei e tenho certeza que isso ocorreu porque a maioria dos jogadores pode comparecer. Nada se compara a ver um personagem atuando conforme as ideias e interesses do próprio jogador que o criou, em vez de ser apenas coadjvante nas ações em grupo. Além disso, várias cabeças pensando e avaliando as situações ajudam muito, ainda que sempre haja um debate que reduza o ritmo.

Hoje cada um dos jogadores teve ótimas ideias, e alguns performances dignas do que se espera do jogo. Já entrou para meu roll de façanhas memoráveis a cena da explosão do carro de polícia. A descrição da cena por Lucas associada a ação planejada por Hugo poderiam figurar dentro de um bom filme de ação. Apesar da dificuldade da cena, tudo correu bem e ficou muito "bonito" de imaginar. Nem todas as ideias foram bem sucedidas, mas poderiam resultar em boas cenas.

Quero destacar esse trecho: "dignas do que se espera do jogo". Por quê? Porque percebi que algumas coisas simplesmente não parecem funcionar satisfatoriamente se não "combarmos" o personagem o suficiente. Tenho a impressão de que ao formularmos os personagens precisamos decidir sua aptidão (físico, social ou mental) e forçar a barra nos atributos e habilidades que de fato serão utilizados por ele nos momentos decisivos. Não quero dizer que nos outros jogos do sistema Storyteller/Storytelling isso não ocorra, porém eu percebia maior facilidade para lidar com um personagem menos focado ("combado").

Puxa vida, todos nós somos Scion de Lenda 4, a maior possível para um Heroi, e exceto pelo de Hugo, não vejo nossos personagens realizarem grandes façanhas. De acordo com o histórico de meu personagem, eu já tenho 5 anos de experiência no combate aos inimigos do meu Guia e em nenhum momento achei que precisaria usar armas para ser eficaz. Apenas agora, com a real experiência de jogo, noto a dependência do uso de armas ou relíquias para conseguir resultado satisfatório. Mesmo acertando a maioria dos golpes, não consigo ferir meus oponentes. Pedindo a licença de Tibúrcio para falar sobre o personagem por ele construído, todos percebemos que ele não conseguiu fazer o personagem "espião/ agente secreto/ agente federal" que ele queria, e mesmo na hora do combate ele não é eficiente, pois ainda que acerte e derrube um ou dois oponentes as defesas dele são muito baixas, o que significa que com pouquíssimos golpes que venha a sofrer ele cai. Além disso, parece-me que para se destacarem os personagens de Lucas e Tibúrcio parecem extremamente dependentes de suas Relíquias.

Parabenizo Diogo pela forma como está conduzindo nossas aventuras, acho que dentre todos nós apenas ele conseguiria tornar Scion interessante e atraente nesse momento inicial, em que ainda é um jogo novo para todos.

Gostaria de citar mais algumas coisas, mas estou um pouco cansado e acho que já há bom pano de manga para um debate. Durante a semana espero comentar outros aspectos.

Mas que fique claro: se for possível, gostaria de prolongar as aventuras além deste arco. Nem que leve alguns meses para isso ocorrer. Como na maior parte das experiências deste mundo, as melhores provém da tentativa-erro que você próprio vivenciou.

En Taru Adun!

14 comentários:

Pele-de-Escama disse...

Mais uma coisa: a dependência do uso de Lenda para conseguirmos ter sucesso nas coisas que na minha opinião não deveriam consumir tanta "energia divina" para serem resolvidas. Não é a toa a piada de que Manhattan está transbordando tanto de Lenda residual que logo logo aparecerá um dragão tomando um chope no boteco!

Boa noite, pessoal. Espero rever a todos no próximo domingo.

Meu Nome É Tonho disse...

1 - Sobre a dependência de relíquias, eu tenho a impressão de que o objetivo do Jogo era esse mesmo. Pra acessar os poderes que realmente dobram as regras (os Purviews) o Scion precisaria de uma relíquia, embora eu espere sinceramente que isso mude no God ou no Demigod (que porra de divindade depende de armas?).

Os knacks e atributos épicos, apesar de darem vantagens muito boas, geram efeitos que podem se passar por "golpes de sorte" ou treinamento. Por isso não precisariam de relíquias.

2 - A dependência de lenda eu acho OK, o que eu acho é que não tá tendo oportunidades suficientes pra ser lendário e recuperar a dita cuja. Ou se as oportunidades estão lá, a gente não tá aproveitando.

3 - A gente devia ter feito uma sessão de teste pra ver se os personagens se encaixavam no estereótipo :P

O único que faz o que promete é o de Renato.

Mas isso é um pouco de confusão do que é ser lendário... O jogo abre espaço pra ganhar lenda de outras formas que não são combate (um interpretação muito boa numa cena social, como a que Renato fez), dá pra um personagem se tornar lendário ao quebrar um recorde de corrida até :P

Espero que os dragões aterrissem logo em Manhattan. Quero problemas!

Meu Nome É Tonho disse...

PS.: Precisamos prolongar mais essa campanha, mesmo que intercale com alguma outra coisa. Diogo tá mestrando muito bem.

Pele-de-Escama disse...

Hehehe, tá vendo aí, Diogo, que a opinião nao é só minha e de Hugo? Tens talento como narrador, rapaz!

Com a experiência adquirida nessas três sessões percebi vários erros e acertos na construção e interpretação de meu personagem. O erro mais crasso foi tê-lo desenvolvido para ser um agente de campo do meu Guia, ou seja, um cara capaz de lidar com os seus inimigos diretamente. Não. Definitivamente ele não seria capaz de sobreviver a 5 anos de provações sem possuir habilidades no uso de armas ou possuir relíquias.

Na verdade, como comentei ainda na fase de preenchimento das fichas, há uns 3 meses, eu o construí para ser o batedor do grupo, não "o guerreiro". Neste aspecto, quem está se saindo magistral é Hugo, porém ele é um atirador, um "ranged attacker". Outra característica que pode estar sendo incoveniente para o grupo, mas que eu ainda faço porque acredito ser correto devido a minha Vingança 4, é ter a língua solta e a cabeça quente mesmo que o oponente pareça superior ou esteja em maior número.

Lembro que ele é um ex-delinquente e este passado ainda é recente. É um pouco difícil ele ter melhorado seu comportamento tão rápido. Acredito que vocês entenderão com o passar do tempo.

Que o debate se extenda um pouco mais. Até breve, pessoal.

Anão Picareta disse...

Puxa gente, muito obrigado pelos creditos de confiança! Fico muito feliz em ver que estou atendendo as espectativas dos meus jogadores, afinal fazia muito tempo que não mestrava nesse estilo!

Angelo, não se preocupe com isso. Na realidade o jogo favorece sim o combate desarmado, mas APENAS se voce tiver força épica. Não adiante um Scion com força 3 normal, acertar um cara com stamina 4. Já vai ser dificil causar qualquer dano. E com uma stamina mais baixa e uma proteçaõ ferrou!
Uma dica de mestre: equipamento! Se normal não dá, veja equipamento!
Fico feliz que queiram continuar. Estou a disposição após terminar esse arco de aventura! É por que na real tou querendo jogar FAZ TEMPO!
A campanha vai até Gods aí fica por voces!!!

Meu Nome É Tonho disse...

Até God com escala em Demigod, então!

Estou inclusive bolando um histórico mais decente pro personagem, talvez Diogo possa até aproveitar pra criar aventuras.

Anão Picareta disse...

Ah! Só lembrando que voces podem gastar os pontos de bonus e adquirir atributos épicos com pontos de experiencia. Mas APENAS de forma justificada:
Ex. Angelo trocou muito tapa durante a aventura, então caso ele queira gastar todos os pontos de bonus em força epica, sem problemas!

Pele-de-Escama disse...

Este debate me ajudou a relembrar os antigos ideais que possuía anos atrás no tocante ao desenvolvimento de um personagem de Storyteller. Doravante vou buscar seguir alguns preceitos que me deixarão ainda mais sintonizado a este personagem. Vocês perceberão em pouco tempo e acho que aprovarão.

Aproveito para confirmar minha presença no próximo domingo, às 13h. Peço que também comentem, ainda neste post, sobre suas disponibilidades.

Até breve.

Pele-de-Escama disse...

Diogo, gostaria que você me confirmasse se ao adquirir um atributo épico por meio do gasto de pontos de experiência também podemos escolher um knack associado a este atributo. Pelo que entendi, nesse caso não ganhamos automaticamente um knack, precisando comprá-lo separadamente com novos pontos de experiência.

Valeu!

Hugo Leonardo disse...

Domingo estarei lá tb.
Realmente o sistema é muito bom, a ambientação ficou bem legal, mas com absorção lendária, o combate demora muito, ainda mais um comate corpo-a-corpo. Com certeza meu personagem brilhou mais nas últimas sessões, principalmente por causa das ações de mirar, que aumentam muito a chance de acertar e o dano. Em breve todos vão gastar seus pontos de experiência e vão deixar seus personagens bem mais fortes.

Abração!

Meu Nome É Tonho disse...

Minha experiência vai ser no Purview Psychopomp, eu queria ter começado com ele já!

Ah, e domingo estou lá. 13h.

Pele-de-Escama disse...

Saudações cordiais, camaradas.

Psycopomp é mesmo uma excelente escolha, Lucas.

Quanto a minha dúvida sobre os knacks, acredito ter entendido como funcionam: eles nada mais são do que descrições, em termos de regras, de algumas das inúmeras possibilidades que os jogadores tem de realizar façanhas épicas. Em outras palavras, são parâmetros para os jogadores e narradores criarem novos knacks e saberem um limite aproximado do que um Heroi pode fazer.

Assim, cada vez que aprimoramos ou adquirimos um novo atributo épico devemos escolher um dos cinco knacks oferecidos para cada atributo e posteriormente comprarmos os outros com o uso de experiência.

Fico muito satisfeito que praticamente todos comparecerão na próxima sessão, sinto como se nosso grupo estivesse ainda mais integrado, facilitando a interação dentro do jogo. Será um ótimo jogo.

Adianto que apesar de apresentar alguns ajustes na minha interpretação a partir da próxima sessão, não pretendo gastar pontos de experiência em nada ainda. Os ajustes, vocês verão, será visando maior coerência com o histórico do personagem, não sendo nada tão diferente assim que perderá as características já mostradas até o momento.

Para finalizar, pretendo perguntar a vocês depois se aprovaram essas mudanças que estou anunciando. A opinião de vocês será muito importante para que eu saiba se meus antigos preceitos estavam corretos.

En Taru Adun!

Pele-de-Escama disse...

Diogo, estou sem impressora, quero te pedir para que leves duas fichas de personagem em branco para mim amanhã, se for possível. Pretendo transcrever minha ficha atual para poder consultá-la em casa.

Valeu!

Hugo Leonardo disse...

[NERD Mode on] Nada que um scanner portátil não resolva... [NERD mode off]

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