terça-feira, 1 de setembro de 2009

Castelo Falkenstein das Trevas

Está tudo confirmado para a próxima sessão do nosso experimento de RPG? Todos poderão comparecer? Lembrando que falta Tibúrcio escolher seus personagens.

Ficou decidido que eu narraria uma aventura de Steampunk Horror no cenário de Castelo Falkenstein, pois bem, já estou com vários elementos do cenário definidos, acabei utilizando o cenário de Trevas na Era Vitoriana com elementos da Nova Europa, uma verdadeira salada.

O cenário é a Europa em 1870, numa realidade onde Magia e Seres Sobrenaturais não apenas existem como têm sua existência conhecida pela população mortal. O "ponto de divergência" dessa realidade paralela é que o cristianismo nunca se tornou uma religião importante ou influente no Império Romano e consequentemente na Europa Medieval. As Ordens Místicas (as Sociedades Secretas de Trevas) ocuparam o lugar da Igreja Católica como detentoras do conhecimento e de grande poder político na Idade Média.

Na época em que ocorrerá a aventura essas Ordens são como universidades extremamente seletas, os magos são indivíduos que possuem dom místico e treinamento, sem o treinamento um indivíduo com o dom não consegue fazer magia e sem o dom um indivíduo com treinamento é um mero ocultista.

Os Anjos e Demônios foram fortemente combatidos pelas Ordens Místicas na Idade Média (quase uma Inquisição ao contrário) e estão impedidos por barreiras místicas de vir à Terra, só podendo vir se forem conjurados por Magos Humanos. Já as Fadas e Seres do Sonhar transitam livremente pela Terra, alguma nações européias inclusive possuem embaixadas de Arcádia e do Sonhar.

A aventura se passará no Império Austríaco, que seria o equivalente em nosso mundo à Áustria, Suiça, Itália, Hungria, Grécia, Romênia, Bulgária e outros-países-do-leste-europeu-cujo-nome-eu-não-lembro-ou-não-sei-como-se-escreve, basicamente se está no leste europeu e não é Rússia ou Polônia então faz parte do Império.

O Império Austríaco é relativamente bondoso com os povos conquistados, mas ainda assim muitos desses provincianos têm a ideia estapafúrdia de que viveriam melhor se governassem suas próprias terras, felizmente o Império conta com seus digníssimos agentes para mostrar aos rebeldes que viver sob o comando do Império é muito bom, aqueles que teimam em não aprender essa lição geralmente são poupados de viver sob o comando imperial (na verdade, geralmente são poupados de viver de forma geral).

Os personagens serão agentes da Inteligência Imperial Austríaca enviados à Transilvânia para investigar acontecimentos estranhos, possivelmente relacionados com terroristas separatistas romenos.

Pois é, terroristas separatistas romenos na Transilvânia!

Qualquer dúvida, podem perguntar.

Vida Longa e Próspera!

12 comentários:

Pele-de-Escama disse...

Tenho verdadeira dificuldade para entender como funciona Steampunk. Pode citar algumas características e dicas de comportamnto e mentalidade para facilitar a interpretação? Achas que conseguiremos concluir esta "one-shot" em uma sessão, como a de Lucas?

Domingo às 13h.

Robert disse...

Meu PC para domingo deve ser um constantine,porém com magia um mago Iluminati.
abraços

Meu Nome É Tonho disse...

Pele, tem dois tipos de Steampunk - o científico e o de fantasia.

O cinetífico é o seguinte: Pega um clássico de Ficção Científica do século 19 (20.000 Léguas Submarinas, A Máquina do Tempo, etc) e leva ao extremo.

Em 20.000 Léguas Submarinas, o Capitão Nemo aperfeiçoou tanto os motores à vapor que ele constrói um submarino em forma de cimitarra (o Nautilus) mais rápido que um trem. No steampunk, os motores à vapor são tão foda que podem ser usados até pra construir braços biônicos, computadores ou viajar até a lua. Acrescente à receita uma Companhia de Exploração das Índias que virou Corporação Maligna que quer dominar o mundo, e taí o Steampunk. Essa é mais ficção científica que tudo.

Segunda variação, a do Falkenstein que inspirou Renato, é mais popular. Pega a receita acima e acrescenta magos! Nessa linha tem A Liga Extraordinária, Náusicaa do Vale dos Ventos, Castelo Animado, Fullmetal Alchemist, Van Helsing, Rocketeer, e a melhor versão: Filhos do Éter, de Mago:A Ascensão.

Eu me empolgo no assunto só por causa dos Filhos do Éter. A única oportunidade que tive de jogar mago foi como um deles, que era aliado dos Engenheiros do Vácuo (naves espaciais movidas à vapor! raios laser anti-monstro umbral movido à diesel!).

Renato Dantas disse...

Os exemplos que Lucas deu são perfeitos, mas eu faço uma ressalva, o Castelo Falkenstein se foca no elemento místico, mas inclui também toda a Ficção Científica a vapor das outras obras, e a explicação dele para esse avanço tecnológico é deliciosamente simples: tudo culpa dos anões, hehehe.

Pense o seguinte, em todo cenário de Fantasia os Anões tipicamente são os maiores artífices e engenheiros do mundo e não confiam em magia arcana, agora imagine que anões, elfos, dragões e magia sempre existiram no nosso mundo e imagine como teria sido a Revolução Industrial com a participação dos anões.

O Castelo Falkenstein combina a Ficção Científica e a Fantasia no século XIX, acrescente a isso o fato de que todos os heróis e vilões dos romances de aventura dessa época convivem com as personalidades históricas e com seus próprios criadores e você começa a ter uma ideia da loucura que é o cenário.

Você pode ir a um baile em Londres e encontrar Sir Arthur Conan Doyle conversando com Sharlock Holmes, ou impedir que Drácula sugue Bram Stoker até a morte.

Pele-de-Escama disse...

Valeu mesmo, pessoal, ajudou bastante no entendimento. Pra ficar mais claro, quando há "punk" associado a outro termo (CiberPUNK, ChtulhuPUNK) é uma forma de expressar que o assunto será abordado de forma mais "exagerada" ou "sua imaginação é o limite" ou não chega a tanto?

Também gostaria, se possível, de saber algumas peculiaridades do comportamento e sociedade. Pra vocês terem ideia do que estou dizendo, dois exemplos:

No caso de ofensas, duelos formais são comuns ou a pessoa ofendida pode revidar de imediato sem que isso seja considerado falta de etiqueta?

Os herois e vilões gostam de se gabar e ficar se amostrando em suas aparições (citando frases de efeito, usando roupas ultracoloridas) ou são mais discretos, sombrios (afinal, é horror, mas talvez exista esse toque diferente).

Ah, quanto aos anões, algo me diz que nessa salada quem assumirá o papel de inventores malucos serão os tão queridos (por Renato) GNOMOS!

Anão Picareta disse...

o papo tá bom mas tou correndo. Passei só p/ dizer que domingo tá confirmado!

Pele-de-Escama disse...

Gostei muito da one-shot, Renato, parabéns. Só não dou nota dez porque não tivemos a oportunidade de voltar ao local após estudarmos os livros e organizarmos um plano de ação com as novas informações para tentarmos solucionar o enigma.

Pensei que haveria uma "segunda parte" da aventura (uma segunda sessão). Seria uma ótima oportunidade de incluir os outros dois personagens. Mas como tu já nos revelou o mistério por trás dos "homens-de-cera", creio que não haverá possibilidade disso acontecer.

Mas você conseguiu criar uma atmosfera de horror. Muito bem!

Pele-de-Escama disse...

By the way, meu raciocínio estava com outro foco, pois fiquei com a mente muito presa ao trecho que tu escreveu no final da postagem, possíveis terroristas separatistas romenos na Transilvânia.

Ou seja, pensei que encontraríamos pistas em Ravenloft que nos levariam a Transilvânia e teriam relação com atividades de um grupo separatista.

Também criei muita expectativa quanto a possibilidade do envolvimento de criaturas místicas/ de fantasia nesta conspiração, talvez a corte unselee.

Minha surpresa foi completa.

Meu Nome É Tonho disse...

Ei Pele-de-Escama, tô vendo Duna em doses homeopáticas (20 minutos por dia).

Tem umas coisas muito estranhas, não é a versão que eu tinha visto antes!

Nessa versão, o Barão Harkonnen é um vampiro e os Atreides tem aqueles lasers movidos à voz! What the porra?

Até agora só vi 45 minutos, mas já gostei dos diálogos... exatamente no minuto 43 Duncan fala que os Fremen (o povo da areia) é confiável e não vende sua lealdade, mas esconde algum segredo que nem o império descobriu ainda.

E até que gostei da piração das Bene Gesserit (as sacerdotisas medonhas lá) serem carecas.

Meu Nome É Tonho disse...

Tu não se arrisca a escrever aquela aventura que mestrei do ponto de vista do teu personagem não?

Meu Nome É Tonho disse...

Quem é o próximo a mestrar?

Pra mim esse domingo não rola... Eu tava a fim era de jogar nos sábados à tarde, inclusive disposto a mestrar
(mestrar só coisas incomuns... D&D segunda edição - Planescape ou Amestris de novo, Cthulhu Mythos em SHEARS ou Nêmesis, ou ainda... meio Doom, meio Resident Evil em GURPS (esse não é o topo da minha lista pq quero comprar o GURPS Ultra-Tech e o Space antes).

Pele-de-Escama disse...

Saudações cordiais, camaradas.

Lucas, infelizmente não pretendo fazer um resumo da aventura de Duna do ponto de vista do saqueador de tumbas aposentado, porém asseguro que independente do tempo que leve, farei isso com a one-shot que mestrarei.

Para este domingo, inicialmente, apenas Renato e eu tínhamos disponibilidade. Pelo esquema que montamos noutro domingo, o próximo mestre seria Hugo. Aguardemos que ele informe se está em condições de mestrar e os outros se poderão comparecer.

Quanto aos sábados, se tudo ficar bem organizado (resumindo, um grupo com pelo menos quatro integrantes e que jogue regularmente, talvez de 15 em 15 dias) pode contar comigo em mais de 80% das vezes. Gostarei muito de participar.

En Taro Adun!

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