- Senhoras e Senhores, boa noite. Minhas mais sinceras desculpas, mas a historia que lhes contarei hoje não será bonita, então aqueles de estômago fraco queiram se retirar por gentileza. Para os demais, sejam bem vindos.
- Nossa! Só sobrou você? Tudo bem. Você tem certeza de que quer ouvir? Tá certo, meu amigo. A história que vou contar hoje é sobre um pequeno grupo de aventureiros. Nada fora do comum, desses cheio de idealismo. Que acha que apenas poucas pessoas podem salvar o mundo. Mas também é uma história de guerra, morte e traição.
Um grupo de aventureiros comum é difícil de dizer, afinal os tipos encontrados em aventuras já são esquisitos, mas esse... Bem, continuando. Era formado por Mahud, um Qareen (com um pouco de sorte você não de depara com esses meio-gênios esquisitos) com um oficio “da cidade” (como ele mesmo falava). Dís Stonebones, uma anã paladina de Khalmyr, o bondoso Deus da Justiça, como não se via muito pelo Reinado. Glum, um goblin que era encarregado de prover o grupo com todo tipo de parafernália estranha. Niten Sayuri, uma samurai que não era bem quista entre seu povo e um ex-companheiro de profissão desse que vos chamado Herion Aradan, um exilado de Lenórienn (a antiga cidade dos elfos).
Esse era o tipo de gente que faz parecer que o mundo pode ser um lugar melhor. E era com esse tipo de pensamento que eles mudavam a vida de muitas pessoas por onde passavam, salvando vilarejos, recuperando artefatos, libertando pessoas seqüestradas, os tipos heróicos que estamos acostumados a ver em nossa querida Arton.
Eles já estavam começando a se aventurar na Tormenta, enfrentando o inimigo do mundo e fazendo a diferença. O elfo fazia o papel de mago nas suas incursões ao território inimigo.
Porém as ameaças que aguardavam por eles não eram alienígenas, mas sim bem artonianas. Voltando de uma incursão a área de Zakharov, cansados e precisando de um clérigo rapidamente, eles surgem em meio a uma legião de Tapista, o Reino dos Minotauros, a legião vermelha. Preparados para o combate, os aventureiros começaram a fazer o que faziam de melhor, lutar. Mas sua inferioridade numérica era imensa e foram derrotados pelos minotauros.
A primeira a cair foi Dís, que gritava o nome de seu deus enquanto combatia como uma deusa e teve varias lanças atravessadas pelo seu corpo. Ela gritava e cortava com uma fúria implacável, e cada vez que ela parecia que iria cair, seu corpo regenerava com a graça divina e ela voltava para o combate. Por fim, ela gritou algo em seu idioma natal como “sacrifício do herói” e após muito combater, finalmente caiu em uma mancha de sangue horrenda.
Mahud, que ficava atrás atirando com o arco, foi morto por um elfo que atirou entre seus olhos, sem tempo para heroísmo. Herion tocava com uma fúria inabalável, o que fazia seus companheiros lutar ainda mais que suas habilidades poderiam lhes levar.
Finalmente todos param e o comandante vem à frente do batalhão. Era um minotauro alto, com uma pelugem que chegava próximo do vermelho. Trajava um uniforme táurico vermelho. Seu grande martelo fazia juz ao seu tamanho desproporcional. Os minotauros são grandes, mas ele conseguia ser maior que sua legião. Ele veio em direção dos aventureiros e com uma expressão fria falou:
- Desistam aventureiros. Já está mais que provado que vocês não são páreo para a legião vermelha. Entreguem-se.
- Como ousa desgraçar minha honra assim, boi? – rosnou Sayuri – Acha que vamos nos render assim? Não desistiremos de nossos ideais por conta um desafio. Lutaremos até a morte.
- Glum num foge não senhor. – grunhiu o goblin - Amigos de Glum salvaram a vida dele, e ele salva a vida de amigos.
- Acha que nos entregaremos, monstro? Acabaremos com você e iremos reviver os companheiros caídos – expressou Herion, em um tom explicativo – Não será hoje que morreremos.
Ele continuava suas magias, mas parecia não ter efeito ante aquele gigante na sua frente. Sayuri atacava com fúria e também não fazia estrago. Ele não parecia ser artoniano. Os três atacaram com tudo que tinham, mas sem sucesso.
- Vocês ainda continuam? Vou acabar com isso rapidamente. – Disse o líder.
Com um golpe preciso ele esmagou a cabeça do Glum e girou para Sayuri, mas no exato instante Herion se jogou em cima dela e levou a pancada como de uma balestra no peito. Seu alaúde fora destruído e grandes farpas entraram em sua pele. Sangue começou a ser visto quando fora tentar falar algo, e ele logo perdeu a voz e caiu desacordado.

