terça-feira, 25 de outubro de 2011

Seria um comentário, mas devido às dimensões resolvi postá-lo para facilitar a leitura.

Saudações cordiais, camaradas.

Puxa vida, fico triste que as coisas tenham chegado a esse ponto. Amigos, responderei ao comentário feito por Lucas na postagem anterior, incutindo uma autocrítica que talvez os ajude a compreender meu juízo do andamento das coisas. Espero que todos leiam com atenção para não haver equívocos na interpretação de minhas palavras. De qualquer forma, surgindo dúvidas vocês podem perguntar.

Lucas e Renato são os que demonstram abertamente maior entusiasmo com minha campanha, então saber que Lucas estaria disposto a dispensar o personagem que está participando de todas as sessões desde o início (início mesmo, apenas ele estava presente no horário previsto para começarmos a primeiríssima sessão) me deixa muito triste. Bom, vamos aos meus argumentos para responder o comentário de Lucas.

Em momento algum eu afirmei que a entidade era o Baron Samedi. Tanto que tomei o devido cuidado de não deixá-los certos disso. Vocês é que deduziram isso a partir das informações que a entidade forneceu. Revelo neste momento que o evento ocorrido naquela Cena não se tratava de uma Visitação do Baron Samedi "em pessoa".

O poder da Fateful Coin of Tique poderia ser invocado a qualquer momento, tanto que na ocasião em que o Fatebiding foi estabelecido, ainda na provação grega, quando alguns dos jogadores instigaram Lucas a usar a moeda imediatamente, eu não criei nenhum impedimento. E sim, Tique poderia interferir nos assuntos de um Deus se o personagem assim desejasse e ele obtivesse um resultado favorável ao jogar a moeda. Quando bolei esse artefato, eu entreguei nas mãos daqueles que aceitassem os riscos a oportunidade de confiar exclusivamente na sorte para mudar o Destino de seus personagens. Os riscos eram claros e precisamente equilibrados.

Considerando-se que o desejo do personagem foi que Tique não permitisse que ele morresse e o fato que ele obteve como resultado uma má sorte catástrófica, se eu fosse absolutamente rígido eu teria encerrado a campanha naquele momento, haja vista os problemas que apresentei na postagem. Se eu não agisse de maneira rígida, que valor vocês dariam aos riscos da má sorte do artefato? Isso dito, sou categórico em afirmar que aquele foi um evento grave para a continuidade da história. Sou da opinião que se as dificuldades que Lucas citou de fato não ocorreram foi justamente porque eu decidi seguir a história como se o evento não tivesse acontecido, visando impedir o encerramento abrupto da campanha.

Uma pergunta simples, não para ser respondida, mas apenas para vocês pensarem a respeito: e se o resultado da Divina Intervenção fosse positivo?

Quanto ao desnivelamento de Randolph, ele é um personagem mental. É esperado que não se destaque nos combates diretos ou cenas de ação. Ele reivindicaria três Birthrights ao concluir a provação: um Sobretudo Negro que mimetiza Damage Conversion, uma aparelho que adiciona a Lenda Permanente às jogadas de Perception+Awareness e 5 seguidores (2 policiais patrulheiros e 3 chevals - todos NPCs pouco efetivos num combate). Então, exceto pelo sobretudo, não compreendo a diferença que esses Birthrights fariam numa cena de ação que fosse capaz de equilibrar o personagem aos outros que são mais físicos. Estranhei Lucas dizer que Randolph passa por apuros para sobreviver aos combates. Que me lembre, até o momento o único risco de dano ou morte reais pelos quais passou foram nesta última sessão. Nas quatro sessões anteriores Randolph permaneceu com a saúde praticamente intacta. Não entendi esta observação que ele fez.

Todos vocês sabem da minha preferência por campanhas em vez de aventuras, por isso preciso confessar minha preocupação com a ideia de alguns de vocês de mudar de personagem. Entendo que essa decisão pode ser simplesmente fruto da insatisfação com o personagem, isso é relativamente comum, mas para uma campanha isso quebra uma série de elementos que nós Narradores muitas vezes passamos semanas desenvolvendo, aguardando o momento certo de apresentar ao personagem. Eis então que o personagem "deixa de existir", a natureza "predestinada" que leva o Bando a se unir desmorona e a coerência da história fica prejudicada. Fernanda e Tibúrcio pensam em fazer novos personagens, Diogo não tem escolha e Lucas talvez siga o mesmo caminho. Aí fica aquela tristeza martelando na cabeça do Narrador: "Puxa, eu tinha pensado numa coisa tão legal para o personagem". Se Fernanda e Lucas resolverem mesmo mudar de personagem, o único que sobrará do Bando original será Josh. E praticamente tudo que planejei para a campanha, a tal "Verdade Oculta" que eles descortinariam juntos, se perderá. O zelo para passar a emoção certa, o impacto pretendido, não surtiria mais o mesmo efeito.

É provável que se torne inviável continuar. Pelo menos vocês ficarão com uma boa lembrança da última sessão, tenho certeza que alguns eventos foram bem marcantes e ficarão na memória de vocês.

Ótima semana a todos.

En Taro Adun!

10 comentários:

Meu Nome É Tonho disse...

Caras, depois comento sobre o tema... No momento vim só avisar que próximo fim de semana estou fazendo concurso, então não posso jogar.

vei tiba disse...

Escamoso a idéia seria ter a versão nipônica tb na história, mais blz veja pj se ta tudo ok, vou ficar com ele.
Abraços

Pele-de-Escama disse...

Alguém já disse que "sorte é quando seu preparo pessoal encontra uma oportunidade", por isso não costumo desejar sorte àqueles que vão realizar testes, prefiro desejar-lhes tranquilidade, pois eu a considero a melhor amiga do sucesso. Portanto, tranquilidade no próximo domingo, Lucas. O conhecimento e o preparo já fazem parte de você. Só não esqueça que estamos no horário de verão, os concursos se baseiam no horário de Brasília.

Tibúrcio, a ficha de Rodrigo M. que me enviou apresenta erros. Com base nos gastos dos pontos de bonus e XP que você informou, listarei alguns que detectei:

- Sky 2 custa 8 XP;
- Strenght 4 custa 12 XP;
- Você gastou 26 pontos dos 30 em Abilities;
- Valores de Abilities superiores a 3 dots só podem ser aumentados com pontos de bônus.

Naturalmente, a partir deste ponto não adiantava eu continuar checando a ficha, já que você precisaria realocar muita coisa. Aguardarei tua revisão.

Até mais.

Pele-de-Escama disse...

Pessoal, adianto a vocês que nos próximos dias eu provavelmente estarei sem acesso a internet, por isso peço a quem desejar enviar comentários ou qualquer outra coisa que precise de minha atenção que tente fazer isso até hoje. Se isso não for possível e o assunto demandar uma resposta relativamente urgente, enviem SMS ou me liguem.

Inté!

vei tiba disse...

Ok Angelo revi os gastos e estou a lhe enviar um e-mail com as mudanças abraços

Anão Picareta disse...

Puxa espero sinceramente que a campanha não termine... queria muito poder estar jogando, mas infelizmente não está sendo possível, no ultimo fim de semana por ex. trabalhei sabado e domingo, alem dos compromissos da faculdade.

Parece ironia do destino que no único fim de semana que estava disponivel foi exatamente o que angelo não pode mestrar... ¬¬

Adianto que pelo andar da carruagem não tenho previsão p/ voltar a jogar, já que em novembro tenho varias provas, trabalhos, Conic (trabalho nele), alem de vestibular no inicio de dezembro (sim pretendo mudar de curso - novamente).

Me desculpo, especialemente com angelo, pois fui um dos que mais "pilhou" para que ele mestrasse Scion e fui o que menos apareceu para prestigiar.

Espero sinceramente que a campanha continue e que continuem postando por aqui os acontecimentos, pois apesar de não comparecer, acompanho pelo blog os acontecimentos.

abraços a todos,

Diogo

Pele-de-Escama disse...

Desejo bons ventos te guiando nos desafios à frente, Diogo. Que tudo se resolva da melhor maneira possível.

Domingo passado aguardei até as 17h por tua presença, num último lâmpejo de esperança que assumisses tua personagem. Como não foi possível teu comparecimento, resolvi matar Salma para tentar lhe dar ao menos um fim digno. Quatro sessões de jogo e Salma era pouco mais que um objeto, um fardo acompanhando o grupo. Sua principal função para o grupo estava sendo servir de lanterna e, muito eventualmente, amaldiçoar alguém. Nós dois sabemos que se você estivesse no comando ela brilharia de verdade na história.

Na próxima sessão entraríamos na etapa do Panteão asteca, e o foco principal compreenderia questões de moralidade. Coisas que apenas o próprio jogador poderia decidir. Eu não podia correr o risco de você não poder comparecer e essa parte da história ficar com dramaticidade nula.

Se a campanha não continuar, pelo menos saiba que consegui obter enorme satisfação como Narrador/Mestre nesta minha primeira apresentação para o grupo. A empolgação que Lucas e Renato estavam demonstrando a cada nova sessão me renovava o ânimo e as expectativas. Creio que a sensação de dever cumprido é daquelas que todo Narrador/Mestre almeja um dia sentir. Foi muito bom.

Não foi à toa que na postagem escrevi que se a sessão deste último domingo tiver sido a última, pelo menos ela foi memorável. Você tinha que ver a expressão e comentários de Lucas e Renato quando encerramos a sessão. Fiquei extasiado com a reação deles.

Até mais.

Renato Dantas disse...

Olhe, vou ser bem sincero, eu fiquei decepcionado com você como narrador por ter deixado o personagem sobreviver quando deveria ter morrido.

Entendo que pela maneira como você tinha planejado a campanha precisávamos de um Scion do Panteão Loa e a morte do personagem de Lucas iria literalmente nos deixar "encalhados no pântano".

Mas sinceramente, acho péssimo quando um narrador torce os fatos para poupar a vida de um personagem. Se morrer morreu, apaga a ficha e faz outro.

Eu particularmente não me importo quando um personagem morre em jogo, especialmente se for uma morte em combate ou se for consequência das atitudes e escolhas feitas pelo personagem em jogo.

Se o Carter morresse em combate com o Touro, por exemplo, eu não me chatearia e prontamente faria outro.

Mas se isso acontecesse com outro personagem e o jogador reclamasse que você favoreceu Lucas quando o personagem dele devia ter morrido, eu me sentiria obrigado a ficar do lado do jogador reclamão.

Eu sei que isso não foi favorecimento, sei que se a situação fosse com um Scion grego na parte grega da campanha ou com um Scion nórdico na parte nórdica você agiria da mesma forma.

Mas você abriu um precedente de mudar os fatos para salvar a vida de um personagem.

Também acho errado você retirar as relíquias do personagem de Lucas, você está efetivamente punindo o personagem dele para corrigir um erro seu como narrador.

Não sei o que poderia ser feito para contornar essa situação, mas não gostaria que deixássemos de jogar.

Algumas sugestões:

1) Reboot da campanha: recomeçaríamos cada um com um personagem de um panteão diferente, eu posso facilmente transformar Carter em um Scion Egípcio e imagino que Tibúrcio podia transformar seu artista marcial em um Scion Japonês, os demais teriam a chance de reformular seus personagens.

2) Continuar a campanha como se nada tivesse acontecido, porém se prepare para engolir sapo se algum personagem morrer e o jogador o acusar de ter favorecido Lucas.

3) Considere que a moeda foi usada e o personagem de Lucas morreu, chegamos até o ponto atual e encontramos um novo Scion Loa para resolver a situação (um novo personagem feito por Lucas).

4) Deixamos a atual campanha de lado e começamos outra com você narrando novamente, você se mostrou um excelente narrador e tenho certeza que conseguiria bolar outro cenário e história primorosos.

Gostaria de enfatizar que não queria deixar de jogar com você como narrador.

Té mais

Pele-de-Escama disse...

Renato, quero que saiba que sou muito grato por sua sinceridade. Eu valorizo muitíssimo amigos como você, pois oferecem o tipo de amizade que não deixa um véu de falsidade ocultar defeitos e falhas que todos nós possuímos mas muitas vezes não gostamos de reconhecer.

São críticas construtivas como essa que me permitem refletir e buscar melhorar como pessoa. Obrigado.

Fico lisonjeado em saber que gostaria que eu continuasse atuando como Narrador, me empenhei muito na tentaiva de contar uma boa história, e ela estava se desenvolvendo de forma bem interessante, estou certo.

Minha falha como Narrador, porém, maculou o respeito que eu buscava conquistar, você muito bem disse que existiria sempre a chance de precisar engolir sapo daqui em diante. Tem razão.

Bom, minha decisão é encerrar por aqui a campanha, desejoso que o que foi contado até o momento lhes seja sempre memorável.

Tudo de bom.

P.S: Estarei on-line por mais algum tempo, depois talvez só volte a ter acesso na próxima segunda-feira. Até mais!

o/

Pele-de-Escama disse...

Amigos, o point de RPG que eu havia comentado no último domingo, e que poderia se tornar uma alternativa ao Paço:

http://malkavianosrpg.blogspot.com/2011/10/recife-ganha-mais-uma-sede-para-jogos.html

Ficarei off-line agora. Até a próxima!

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