quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Personagens de RPG, Parte 1 - D&D em 2006


Eu tava indo domir (acordo as 6 amanhã, e dormir pra mim significa atividades domésticas e depois dormir) quando vi que Renato tb postou os personagens com os quais ele já jogou. Fiquei com inveja, e adiei o post sobre história do AD&D que tinha pronto.

Vou tentar listar meus PCs de D&D/AD&D/D&D3.X, mas sem chance de lembrar de todos. Jogo desde os 9 anos de idade.

Groo. Copiei descaradamente o nome do Sérgio Aragonés. Um monge meio-orc em Forgotten Realms. Ele vivia em algum daqueles lugares perto de Cormyr, era um ex-escravo de Thay que entrou pro mosteiro pensando que era uma escola de magia (ele tinha Inteligência 5 e queria ser igual ao mestre dele em Thay, pombas). Devido as brincadeiras do filho do seu antigo dono, Groo realmente achava que era mago e fazia uns truques toscos com cartas e sua única graduação em prestidigitação. O background de Groo, da captura dele dentro do clá bárbaro até a chegada nas terra civilizadas tinha sido muito bem descrito.

No quesito combo, foi o primeiro personagem de 3.5 que eu fiz. O que eu pensava que era combo me atrapalhou muito mais que ajudou, e foi quando descobri que Sab 14 pra um monge é pouco. E esse era meu segundo atributo mais alto (fora a força 18), foi rolando dados.

Groo faleceu por livre e espontânea apelação do mestre, que não suportava a idéia de monges ou meio-orcs como jogadores, quanto mais de um monge meio-orc em Cormyr. A missão era investigar uma torre, uma bruxa/feiticeira local tinha sido sequestrada e havia algumas pistas (que ninguém além de mim entendeu) de que havia um conchavo entre a ordem dessa bruxa e os magos de Thay para abrir uma rota comercial com o Underdark (que no final não mostrou-se tão perigosa assim).

Bem, uma vez dentro da torre-sede da conspiração, meu personagem fuçava tudo que parecia mágico (ele se achava um mago), tudo que Groo pegava tinha runas explosivas conjuradas por um mago de nível 20, e o dito cujo faleceu antes mesmo de sair da primeira sala. Eu estilei com o mestre e ele estilou com Groo, mas a vingança tarda mas não falha.

Grau. Eu queria simplesmente mudar o nome de Groo e jogar com o irmão gêmeo dele que veio pra regatá-lo, mas o grupo não deixou. Disse que eu tinha de rolar os dados de atributos de novo. Bem, vamos lá: 18, 18, 16, 14, 12, 10. Chora emo! O mestre e a jogadora que interpretava uma feiticeira se contorciam de ódio desse resultado, de longe o mais alto do grupo (o único personagem do grupo com dois 18 era o da namorada do mestre que chegou com o personagem pronto).

Grau nunca teve background detalhado nem foi muito combeado. Eu planejava fazer ele virar multiclasse mago, mas todo mundo no grupo tinha convulsões quando eu falava nisso (o mestre, em particular, ainda fica roxo quando houve esse nome). Grau terminou sendo sequestrado por Kobolds (ele se deixou capturar pra escapar da horda de Orcs Bárbaros), vendido como escravo aos drow e (devido à uma falha crítica num teste de carisma) mantido como escravo por um ano, sem conseguir aprender magia. De detalhes além desses, tudo que lembro é que o teste de resistência mais baixo dele, no segundo nível, era +7.

O paladino cujo nome não lembro. Esse foi do grupo modelo (que já mencionei num comentário abaixo). Lembrei agora - o nome era Lap Adino. O grupo clássico de Bruno (onde teve Groo e Grau) ficou famoso por, na campanha final antes de todo mundo começar a trabalhar e parar de jogar, seus combos insanos e trapaças na hora de montar a ficha, e o paladino era carinhosamente chamado de Lapadino, por seu talento com lapadas. No grupo modelo, onde o único remanescente era eu, o mestre se vingou.

Os personagens foram feitos rolando 3d6, e eu corajosamente aceitei o posto de escudo de carne do grupo antes de olhar pros dados. O resultado mais alto foi 13. Basta dizer isso. Rolei dados pro equipamento. O resultado foi tão baixo que tive de trapacear pra conseguir uma armadura acolchoada, espada longa e arco curto. Megahedron - a Divindade Máxima dos Dados - ainda estava revoltado por eu ter deixado de jogar com Grau, essa é a única explicação pra esses resultados.

Lap era um ex-mercenário que escolhia muito bem seus trabalhos, sempre apoiado por um velho amigo (um guerreiro) de tendência leal e boa. Assim que se considerou apto a tentar missões solo, Lap escolheu o caminho da Paladinagem e foi dar tapa em orc. Brincadeiras a parte, essa aventura longa com Lap foi 90% intepretação e Lap era o paladino certinho ao extremo (pela minha interpretação do conceito), e o backgorund foi contado pelo mestre para se adaptar à uma ordem lá do cenário que ele queria inserir na aventura.

Algumas cenas interessantes foi o acesso de raiva dele (o único momento que ele demonstrou emoções) quando o amigo dele morreu afogado (jogar com Bruno é assim - morte heróica é quando não é por diarréia), e quando ele abriu uma porta usando poder da fé (não pergunte como - eu e o mestre estávamos bêbados).

E isso finaliza meus personagens de D&D no ano de 2006. Não lembro de grande coisa antes ou depois disso, esses marcaram não pelo personagem em si mas pelas campanhas altamente detalhistas onde eles estavam.

7 comentários:

Renato Dantas disse...

Imitão =P

Quer dizer que essa aventura é que foi a inspiração praquele lance do portal na primeira aventura da gente em Amestris?

Nosso amigo na Livraria Cultura deve estar com a orelha coçando agora, kkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Meu Nome É Tonho disse...

Cara... tô tentando lembrar 2007-2008, fiz dois necromantes, um conjurador, um anão guerreiro (de AD&D) e um ladrão pelo menos... Isso pra não jogar nenhuma aventura completa!

Anão Picareta disse...

Cara se der acho que vou imitar vcs parcialmente. Como eu tive zilhões de PCs acho que vou fazer uma seletiva dos dez mais (ei olha a arena :P:P:P) e postar sobre eles, mas já aviso o que menos tenho PCs é de AD&D e D&D...

Renato Dantas disse...

É o Gnomo criando tendência na blogosfera rpgística kkkkkkkkkkkkkkk =D

Dellirium disse...

Vai virar um meme ou corrente XD
O melhor dos personagens são esses nomes, principalmente Lap Adino (pensei que nada ia superar Grau)

nerdcore disse...

Namorada do mestre chegar com personagem com personagem pronto...eu não ia resistir, ia creiar algum conflito "in game" que levaria o meu rogue CN (e com certeza depois disto CE) a matar a personagem enquanto ela dormia...

Ofensivo por Natureza disse...

O que os mestres têm contra meio-orc monge pô? Ainda bem que meu mestre me deixou jogar com o meio-orc monge 10 anos (isso mesmo!) depois de tantas aventuras...dureza!

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