quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Resumo da sessão de D&D 3.5 ocorrida sábado, 07.11.09


Saudações cordiais, camaradas.

Atendendo aos comentários, procurei deixar ainda mais detalhado o resumo, fato que me deixou estupefato pela quantidade de coisas que pude citar apesar da sessão ter sido muito mais de roleplay que de ação.

Zabu, Anya e Aminu saíram da caverna e decidiram percorrer todo o caminho de volta pela trilha para encontrar o cocheiro que aguardava seu retorno nas proximidades da montanha Ravina dos Trovões. Zabu pediu ao cocheiro que retornasse a cidade para entregar uma carta ao prefeito explicando seu progresso até o momento. Nesse ínterim o quarteto foi abordado abruptamente por um goliath cambaleante e muito ferido, pedindo por socorro. Inicialmente os dois irmãos ficaram na dúvida sobre o que fazer, mas como Aminu parecia pertencer à mesma raça, perguntaram-no se deveriam ajudar ou não. O monge ponderou um pouco e, mesmo aparentando certa contrariedade, disse que sim. O carpinteiro sacou seu kit de primeiros-socorros e apesar da fisiologia um tanto estranha do gigante de pele semelhante a mármore branco azulado conseguiu executar um ótimo procedimento. O goliath agradeceu, contou rapidamente ter sobrevivido a emboscada de um grupo de gigantes, fechou os olhos e adormeceu exausto.

O trio de herois conversou sobre os riscos que o recém-chegado poderia oferecer quando acordasse e por precaução a belíssima, enorme e pesada marreta de aço que ele carregava nas costas e sua esquisita armadura de couro foram escondidas fora de seu alcance. Aminu revelou que o gigante ferido era um goliath da tribo dos kolagianos, portanto rival de sua própria e que ele merecia morrer. Zabu disse ao monge que estava em débito com ele e que se desejasse dar um fim à vida do kolagiano agora que estava fraco e quase indefeso, ele e a irmã olhariam para o outro lado. Mesmo tentado, Aminu não se permitiu matar a sangue frio e sentindo-se inferiorizado ante o kolagiano por este ter sobrevivido ao ataque de um grupo de gigantes enquanto ele próprio mal resistiu a um único desses monstros, decidiu partir sozinho em busca de iluminação. Dissuadido dessa ideia por Zabu, que lhe pediu que ajudasse na caçada aos goblins e no resgate do corpo de Anna Varee, voltaram ao debate sobre o que fariam com o goliath ferido, se o abandonariam a própria sorte ou se o escoltariam até Aengmar ou Ravina dos Trovões.

Cerca de uma hora de descanso depois, o goliath ferido acordou e percebendo-se sem seus equipamentos, em especial sua enorme marreta, começou a buscar angustiado por seus bens, sendo logo acalmado por Zabu, que garantiu que estavam guardados num local seguro e que assim que ele se identificasse e dissesse seu propósito eles lhe seriam devolvidos. O orgulhoso goliath disse que conversaria, mas não na presença de Aminu. Assim que ficaram a sós ele revelou ser Gauthak Bodystone Kolagiano, guerreiro que viajava num pequeno grupo de comércio que seguia para Aengmar, a cidade dos anões, a negócios, quando foram emboscados por gigantes das montanhas. Surpreendidos e em nítida desvantagem, separaram-se na fuga floresta adentro e acabaram se perdendo uns dos outros. Quando Gauthak soube da missão dos três, ofereceu sua ajuda na caçada aos goblins se depois os herois o ajudassem em sua tarefa. Zabu conversou reservadamente com Anya e Aminu e a decisão da proposta do kolagiano ficou a cargo do monge, que aceitou a companhia do rival.

Era madrugada e decidiram não perder mais tempo em sua busca. Seguindo as instruções do prefeito de como localizar o acampamento goblin, marcharam num ritmo estratégico, na esperança de coincidirem o tempo aproximado de viagem até o território dos gigantes das montanhas com o nascer dos primeiros raios da aurora, o que evitaria um confronto desnecessário com esses perigosos monstros. Chegando ao sopé da cadeia mais alta da Ravina dos Trovões, escalaram-na para ter uma melhor visão dos arredores e do acampamento goblin. Após observarem a região, decidiram avançar até a trilha que conduzia na direção por eles esperada e Gauthak propôs a Aminu uma brincadeira típica de sua raça: descerem a montanha numa competição de corrida! O monge, parecendo se sentir obrigado a aceitar o desafio, posicionou-se sem nada falar. O kolagiano disse que carregaria Anya nos ombros, gerando imediato protesto do enciumado e desconfiado carpinteiro. O enorme guerreiro argumentou dizendo que ele era muito mais forte que o monge e poderia carregá-la mais facilmente morro abaixo que o rival, e para demonstrar isso ergueu um rochedo indiscutivelmente pesadíssimo. Zabu então disse a irmã “Não se preocupe irmãzinha, ele não está querendo dizer que você está gorda” e concordou com a ideia, não sem antes dizer que ficaria de olho para qualquer falta de respeito, para o que o goliath garantiu que as mulheres humanas não o interessavam. Zabu então falou para Anya “Não se preocupe irmãzinha, ele não está querendo dizer que você é feia”. Arquibaldo então pulou para a mochila de Zabu, que subiu nos ombros de Aminu e os dois “atletas” começaram uma perigosa corrida montanha abaixo. Eles ora mantinham o equilíbrio ora estavam prestes a tropeçar feio, mas no final o vitorioso foi Gauthak, pois perto de concluírem o percurso o monge, o carpinteiro e o cão-ninja despencaram vários metros e se machucaram com certa gravidade (exceto o velho cão ginasta-dançarino que se safou ileso), se afastando um pouco de Anya e Gauthak. Mas logo estavam reunidos novamente e seguiram pela trilha.

O caminho era estreito e escavado entre dois paredões rochosos. Avançaram por um longo tempo até que num certo momento Zabu, que ia à frente do grupo, pisou num dispositivo de pressão no chão que acionou uma armadilha - uma grande rocha redonda que descia rolando rapidamente às suas costas. Não havia espaço para tentarem evadir-se: só podiam arriscar um bom salto por cima do bólido. Aminu e Anya, que sofreriam primeiro o impacto, obtiveram sucesso em seus saltos, enquanto que Gauthak arriscou conter o avanço do objeto com as próprias mãos. No instante derradeiro, percebendo a reduzida chance de conseguir realizar a manobra que pretendia, o guerreiro tentou fazer uma “ponte” com seus poderosos braços para arremessar a rocha para longe, fazendo-a desajeitadamente e deixando Zabu numa situação difícil de escapar. Porém o carpinteiro estava atento e foi suficientemente ágil para desviar. Passado o perigo e desconfiados de que o caminho adiante esconderia novas armadilhas, optaram por escalar até um baixo platô e avançar por ele até visualizarem o acampamento, ideia que se mostrou muito boa e eficiente.

En Taro Adun!

8 comentários:

Anão Picareta disse...

ficou legal, corriria alguns detalhes, mas o sono não me deixa realizar isso nesse momento, então fica para amanhã :D

Pele-de-Escama disse...

Valeu, Diogo, o objetivo é exatamente esse.

Por mais que nos esforcermos em entender a história e relembrar algumas passagens, a oralidade é muito fácil de ser mal interpretada: cada ouvinte entenderá o conto de uma forma ligeiramente diferente do contexto ou intenção original.

Aguardo as correções. Inté!

Pele-de-Escama disse...

O jogo está muito divertido, com vários momentos marcantes. Não importa que Zabu tenha se lascado, contar a história junto a vocês é o que realmente conta, e enquanto ele sobreviver para lutar outro dia ele apenas se tornará mais forte ante as adversidades.

Lucas, se for sério aquele "prêmio" por adivinhar o que você havia planejado e o que foi puro improviso, lembre-se de minha perspicácia.

Anão Picareta disse...

tô ansioso pelo resumo da ultima sessão... vai ser bem cheia de ação :P

Pele-de-Escama disse...

Diogo, acredito que será frustrante. Por mais que eu tenha prestado atenção aos eventos, o fato de não ter participado diretamente dos mais ferrenhos combates certamente minimizará o impacto das descrições de todas as manobras e momentos de morte certa vividos por teus goliaths.

Não gostaria de "pegar o bastão" de resumir a sessão desta vez?

P.S: Vício é uma coisa complicada... que vontade de usar um Desejo para que o próximo sábado chegue logo...

Pele-de-Escama disse...

Lucas, todos no grupo já sabemos que tuas criaturas às vezes não são exatamente iguais às descritas no Livro dos Monstros. Por isso gostaria apenas de confirmar se a recuperação do dano de habilidade acontecerá como você determinou, em vez de ser conforme as regras oficiais.

Segundo as regras, a recuperação de dano temporário é na taxa de 1 por dia (2 com descanso), enquanto tua determinação é que Zabu só COMEÇARÁ a se recuperar após 13 dias.

Meu Nome É Tonho disse...

Mermão, eu vou parar de ajudar esse povo.

Pele-de-Escama eu coloquei 13 dias como uma punição alternativa. Acho que depois da saga dos goblins os personagens (não o jogo) entram de férias e só retornam a atividade anos depois, então 13 dias não seriam grande problema.

Se fôssemos estritamente pela regra de venenos, vc ia fazer 8 testes de resistência e ia levar mais 1d4 de dano de destreza por cada falha. Duas falhas e ficava paralisado de novo.

Se você ficasse paralisado de novo e o pessoal voltasse pra vila, a missão dos goblins ia falhar. Se te levassem, ia ter mais de uma morte no combate; Se te arrastassem, tu ia morrer pra algum encontro aleatório.

Pele-de-Escama disse...

Demorei um pouco pra identificar a regra a qual se referia, mas entendi: seria o dano secundário após um minuto. De qualquer forma, a poção que me retirou da paralisia, ainda que não saibamos quais suas propriedades, aparentemente inutilizou o veneno inoculado pelas centopeias.

Fiquei triste, de verdade, com a notícia do fim das aventuras. Talvez eu deva moderar um pouco o vínculo com os próximos personagens, fica uma sensação de potencial desperdiçado (todo o planejamento para o futuro).

Vamos ao resumo de Diogo.

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