domingo, 28 de março de 2010
NY em TREVAS?????
sexta-feira, 26 de março de 2010
A historia de Ragnar Klavan
Plack, plack, plack, plack... som de uma maca transportada rápida pelo corredor...
- AAAAHHHHH!!!! Alguém por favor!
- Rápido levem-na para sala de parto!!! DEPRESSA!!!
-AAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!! Me ajudem! Ajudem o meu filho!!!
splat, splat, splat, splat... som de vários sapatos em um piso de granito...
- Doutor Khan, depressa ela está em trabalho de parto, porem há complicações!
- Coloquem-na em posição, vamos realizar uma cesárea!
Blam! Blam! Se abrem as portas da sala de cirurgia...
- AAAHHHHHHHHHH......
- Meu Deus! O que está acontecendo aqui!!! Cadê o pai da criança?!
- Ela veio sozinha Dr.
- AAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!! Por favor, salvem o meu filho!!!!
- Isso não é uma criança! Olhe o tamanho dele!!!
- Força, mulher! Coragem! Diz o médico.
- Respire, vamos respire! Diz a enfermeira!
- Ele está muito enlaçado, e já sem respirar. Tragam o equipamento para limpeza das vias aéreas! Quero essa criança viva, VIVA OUVIRAM!!!!
- Uuuéééééé, uuuuééééé...
- Nasceu finalmente!
- M... meu... meu filho, por favor! deixe-me vê-lo...
Ela sussurra algo no ouvido do filho que ninguém consegue ouvir, lhe dá um beijo muito carinhoso na testa e o deita sobre o busto quando então desfalece.
pppppppppiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii........
- Rápido tirem a criança daqui e tragam o desfibrilador!!!!
pppppppppiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii........
=========================xxxxxxx=======================
Foi assim que uma vida nasceu, e outra se apagou.
Meu nome? Ragnar Klavan. Um sobrevivente desde o nascimento. Minha mãe morreu por minha causa, não tenho amigos e o meu pai, bem, esse não passa de um desgraçado que abandonou a mim e a minha mãe a própria sorte. Juro que se um dia lhe encontrar, lhe darei um soco tão forte que quebrarei minha mão!
Nasci há 16 anos atrás na cidade de Valga na Estônia (cidade com pouco mais de 13mil habitantes). Nunca conheci qualquer parente. O único que tive morreu para que eu vivesse.
Sem qualquer familiar, não houve outra opção a não ser o orfanato. Estive dentro de um desde antes do meu 1º ano de vida. A vida era difícil, eu era diferente, muito grande, desajeitado, corpulento e esquentado e as pessoas se aproveitavam disso. Tive problemas com as outras crianças, com professores e com todos os responsáveis pelo orfanato. Ninguém gostava de mim. Era como se eu fosse uma maldição.
Com apenas quatro anos, levei uma surra da governanta por causa de um prato de sopa. Apanhei com um rolo de amassar massa de pastel, feito de metal. Fui hospitalizado. Ela disse que eu havia caído na cozinha e que o armário virou sobre mim. Quase morri. Ninguém sabe como aqueles ferimentos não deixaram nenhuma seqüela.
Depois disso, os castigos deixaram de ser físicos. Em geral me deixavam algum tempo sem comida e preso em algum lugar. Teve uma vez que me deixaram mais de uma semana sem comer e eu pensei que não iria resistir. Meu Deus! Eu tinha apenas seis anos! Quem é o desgraçado que faz isso a uma criança de seis anos! Só podia pensar que eles estavam querendo uma maneira de me matar! Por um milagre ouve um incêndio na parte do orfanato em que estava preso: uma tempestade forte, relâmpagos e depois de um trovão, o fogo. Hoje sei que foi um raio, mas na época fiquei muito impressionado, jurava que algo divino estava olhando por mim - que tolice! Com esse incêndio eu pude ser resgatado e com uma semana no hospital, sendo bem alimentado e cuidado já estava novamente de pé.
O curioso é que ninguém denunciava, ou fazia qualquer menção em me ajudar, era quase como se eu merecesse isso. E até passei a acreditar que eu realmente merecia. Afinal, minha mãe morreu por minha culpa! E se eu fosse realmente querido meu pai não teria ido embora e eu não viveria naquela miséria.
Não adianta relatar aqui todos os maus tratos feitos a mim, ou quantas vezes quase morri por eles, perderíamos muito tempo nisso e a algo mais interessante que gostaria de contar.
Nesse mesmo ano, aliás na mesma semana do incêndio, chegou uma garotinha de quatro anos. O incêndio atingiu a sua casa e ela perdeu os pais por causa disso. Quando voltei do hospital e cheguei à porta, todos se viraram e me ignoraram como sempre, porém uma menininha nova se virou e sorriu para mim! Ela sorriu! Ninguém naquele maldito orfanato havia feito isso antes! Fiquei intrigado, mas algo dentro de mim mudou.
Passaram-se os anos e ficamos amigos. Muito amigos. Ela me deu força para resistir às dificuldades e provações a que fui colocado nos anos em que fiquei no orfanato. Me ajudou em meus estudos e no meu aniversário de 12 anos, ela com 10 anos, fez um bordado em um lenço e meu deu ele de presente. Mas não foi isso que me marcou, mas o beijo carinhoso que deu na minha boca! A partir daquele momento passamos a nos encontrar escondidos para namorarmos! Foram os únicos dois anos felizes da minha vida! Nada me incomodava ou me afetava enquanto eu estivesse com ela! Minha querida Prii Panso!
Agora tu deves estar se perguntando: se tu tens 16 e começaram quando tu tinhas 12, por que dois anos?
No dia do aniversário de 12 anos da Prii um casal de estrangeiros apareceu no orfanato. Disseram-se parentes de não sei que grau dela, apresentaram alguns papeis e em uma semana eles tiraram Prii de mim. Fiquei muito triste, desmotivado e revoltado! Não consegui passar uma semana sem ela, então fugi! Para variar fiz uma baita besteira, fugi sem nada, nenhum dinheiro e nenhuma comida.
Passei um mês na rua vagando, ninguém do orfanato se deu a trabalho de me procurar, ou mesmo de ir à policia informar que eu havia sumido. Passei fome, como nunca antes. Nesse mesmo mês comecei a furtar para sobreviver. Como dizem que ladrão que rouba ladrão tem perdão, resolvi roubar a carteira de um motoqueiro de uma gangue conhecida. Bem deu em m3rd@! Logo chegaram mais 15 motoqueiros e achei que ali eu ia morrer sendo espancado até o meu fim. Pensei na minha vida miserável, pensei em como fui desprezado e me lembrei... de Prii!! Não sei de onde veio àquela vontade de me manter vivo, mas graças a ela e não sentia mais dor, fiquei mais atento conseguindo me esquivar dos golpes e mais forte. Acho que esse é o verdadeiro efeito da adrenalina!
Quando terminei a luta e os que sobraram de pé estavam correndo, eu estava EXAUSTO! Antes de desmaiar vi um homem loiro, grande e forte, de cerca de 40 anos vindo na minha direção. Tentei ficar em pé, de guarda, com medo de que fosse me agredir, porém desmaiei antes.
Quando acordei, estava deitado em uma cama com uma xícara de café e um pão em um banco ao lado da cama. Do outro lado um homem (que não consigo me lembrar se era o mesmo no momento em que desmaiei) estava ao lado de um fogão a lenha cozinhando alguma coisa.
- Finalmente acordou.
- Quem é você? Por que me trouxe aqui?
- Calma. Pode me chamar de Hans. Você tem potencial garoto. Tem força, resistência e determinação, mas não tem nenhuma técnica. Nenhuma.
- Do que você está falando?
- Bem coma e escute. Depois pode fazer o que quiser. Eu vi tudo. Vi você apanhando e vi você reagindo. Acho que se você tivesse um pouco de treinamento poderia ter vencido sem ter ficado nesse estado. Tenho uma proposta para você: Estou disposto a treinar você e lhe acolher, em troca você ficará morando na minha academia cuidando de tudo por lá. O que acha?
- Não sei...
- Bem já aviso que o treinamento será todos os dias e que não será fácil, mas se quiser fazer um teste...
- como assim?
- tente me derrubar ou imobilizar.
- Como é? Bem não acho isso certo, você pode até ser forte, mas já tá meio velho p/ isso não?
- Ora, ora um engraçadinho. Tente. Se conseguir lhe dou mais um pão de brinde!
- Bem foi você que pediu Hans!
.....
- Maldição Hans! Tu é feito de que?
- Hahahahahaha! Pelo jeito acho que não sou tão velho não é garoto?
- Ainda não sei como você me venceu!
- Técnica. Força não é nada sem a habilidade para canalizá-la. Você pode até ser mais forte e ágil do que este "velho" aqui, mas inteligência e habilidade superam isso. Lembre-se sempre Ragnar: força não é nada sem a habilidade para canalizá-la...
- Mas eu ainda não entendo como você conseguiu...
- Bem eu fui campeão mundial de Greco-Romana. Consigo prever o que você vai fazer sem muito esforço. Posso ler o seu corpo mesmo sem vê-lo, apenas sentindo o movimento da sua musculatura. Isso é técnica garoto. Esse é o poder verdadeiro: poder mais controle!
Bem... Hans se tornou um amigo, alguém com que posso confiar e foram dois anos de trabalho pesado. No fim Hans me desafiou mais uma vez, mas dessa vez foi diferente...
- Vamos lá garoto, vamos ver o que você aprendeu nesses anos...
- Dessa vez vou vencer você Hans!
Passado algum tempo de combate....
- Você jamais me vencerá assim Ragnar! Vamos, lute! Do que tem medo? Imagine que eu quero matá-lo! Lute como se sua vida dependesse disso! Lute como se a vida de outra pessoa dependesse disso!
- Hans, você está entranho! O que aconteceu? Nunca te vi assim?!
- Vamos Ragnar! Se você não se defender eu terei que fazer você fazer isso!
kkkkkrrrraaaaccccckkkkkkk
- AAAAAHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!! Meu braço! Hans, você quebrou o meu braço!
- Já falei garoto, dessa vez é serio! Me mostre que você pode me vencer! Lute como se sua vida dependesse disso vamos!
- Mas por que Hans!
- Maldição criança! O que foi aquela sua namoradinha que foi embora de deixou frouxo?
- Retire o que disse Hans! AGORA!
- Por que tenho que fazer isso? Só por que você não quer acreditar que ela está com outro e te esqueceu? Ou nem mesmo está mais viva...
Vuuuuupppppptttttttt..... BBBBLLLLAAAAAMMMMM!!!!!!
- Hans você está bem? Não sei como te arremessei desse jeito! Quase quebrei a parede!
- A... ai... ai... é talvez eu esteja mesmo muito velho para isso... Mas meus parabéns! Você finalmente está pronto!
- Pronto? Para que?
- Para sobreviver garoto... para sobreviver. O mundo é muito mais cruel e perigoso do que você imagina hoje meu caro Ragnar...
- Não entendo Hans...
- Você não precisa entender isso agora. Você é muito novo ainda. Quando chegar o momento você entenderá. Lembre-se do que ensinei:
1º Força não é nada sem controle. Você tem uma força tremenda, tenha um controle compatível. E sempre use tudo que você tem.
2º Não tenha medo. Nunca! Sua coragem e resistência são suas armas para sobreviver. Siga seus instintos.
3º Quando o oponente for muito difícil cole nele, seja inteligente. Sua maior arma é seu corpo-a-corpo. Você tem um clinch excelente, use-o.
4º SOBREVIVA! Ragnar você deve sobreviver, não importa o que aconteça. Viva, persevere e nunca desista.
- Ah garoto, desculpe falar da sua amiga daquele jeito, mas você precisava de um "estimulo" para luta a serio...
- Tudo bem. Mas falando nisso como será que ela está. Ela nunca me escreveu...
- Você quer saber garoto? Vá até o orfanato. Veja se consegue alguma informação lá... Mas antes, vá no meu quarto, dentro do baú pegue uma pequena caixa com detalhes em prata.
- Como?
- Vá garoto! Não enrole!
Pouco tempo depois...
- Aqui está!
- Pois bem, tome isso como um presente de boa sorte garoto.
Hans pega um par de luvas vermelhas semelhantes a luvas de levantamento de peso.
- São minhas luvas da sorte. Sempre estiveram comigo todas as vezes em que fui campeão. Tome. Agora que elas possam LHE tornar um campeão!
- Mas Hans...
- Vamos garoto aceite! Alem do mais voce tem que ir até o orfanato, lembra?
- Obrigado Hans. Por tudo!
Fui até o orfanato e cheguei bem a tempo de ver a maldita governanta jogando algumas correspondências fora (algo costumeiro por lá). Resolvi revirar essas correspondências e qual minha surpresa ao ver uma endereçada a mim! Virei para ver o remetente, mas estranhamente não tinha nenhum. Ao abrir e ler a carta, vi que era de Prii! Comecei a ler muito feliz de inicio, mas logo depois a alegria deu lugar à preocupação:
"Querido Ragnar.
Estou com muitas saudades de você, penso em ti todos os dias desde que cheguei aos EUA. Peço desculpas por entrar em contato assim, mas preciso muito da sua ajuda. Estou com problemas muito sérios aqui e preciso muito, muito mesmo da sua ajuda! Minha vida depende da sua ajuda!
Com muito carinho, sua Prii"
Maldição, tenho que achar um jeito de ir para os EUA! Já sei! O porto deve ter algum navio mercante!
Sai com a roupa do corpo, me lembrou muito o dia em que fugi do orfanato, sem comida sem nada. Espero que Hans me perdoe por fazer isso e não pense que sou mal agradecido...
Embarquei no 1º navio com destino para a América.
- Me espere Prii, estou indo ajudá-la!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Doc Black Journal - 1
00h31. Bata lavada e engomada, maleta checada (providenciar mais gaze estéril e álcool gel), cirurgias agendadas confirmadas, celular e pager carregados... ótimo. Sigamos conforme planejado, pois.
Huummm... embora não seja raro acontecer, o Grimoire do Destino não revela nenhum evento novo, continua indicando que muito em breve haverá grande movimentação mítica aqui na cidade. Meu papel não está claro, pois minha aura é ofuscada pela presença poderosa deles. As visões apontam que são aliados, mas não consigo me ver entre eles. Estarão eles ao lado dos Deuses ou dos Titans?
resposta do narrador = Grimoire começa a desenhar traços indicando um parque ao sul da Green Village.
É suficiente. Por experiência própria sei que não adianta forçar o Destino a revelar mais do que o necessário antes da hora, pois sendo abstrato ele nada deve e nada teme. Tudo acontece no seu devido tempo, e nada que façamos mudará isso. Conhecê-lo antecipadamente apenas fornece tempo para nos prepararmos para o inevitável.
01h57. Aos livros.
23h. Calamidade! Não houve leitos suficientes nos grandes hospitais para atender às centenas de feridos do acidente no metrô. 29 pessoas foram transferidas às pressas para o hospital da NYU, 6 não resistiram. O fato de todos os atendidos por mim terem sobrevivido não diminui a frustração de saber que vidas foram perdidas por ocasião de um atentado terrorista, apesar de saber que foi algo sobrenatural, eu podia sentir, e não posso simplesmente relevar, como sugerido pelo diretor do hospital. "Fatalidades acontecem em todos o lugares do mundo, só podemos fazer o que está ao nosso alcance".
Reposta do narrador = desenha-se o metro, linha verde terminal do Brooklyn.
Embora de grande insensibilidade, ele está certo. E por isso mesmo fico tão contrariado. Meus companheiros de profissão são mortais; o alcance deles é mesmo restrito, quando comparados a mim. Pois,
SOU LAWRENCE BLACK, FILHO DE APOLLO!
MEU PODER E MEU DESTINO NÃO SE COMPARAM AOS DOS MORTAIS E ZELAR POR ELES EM SUA FRAGILIDADE E NO QUE ESTÁ FORA DE SEU ALCANCE É MEU DEVER E MINHA HONRA!!!!!!!!
-x-
NY, 22 de março de 2010. Segunda-feira.
01h03. Às vezes eu insulto minha própria inteligência. Difícil achar justificativa para perder meu tempo recorrendo aos noticiários na esperança de informações exatas sobre o acidente. Amanhã conversarei com alguns dos sobreviventes que não tiverem recebido alta. Será este o primeiro indício das consequências da convergência de grande quantidade de energia Lendária que pressenti?
Enfim posso registrar minha conclusão nº1 de meu experimento. Ontem completaram-se 45 dias em que segui a mesma rotina, 65 horas de atividade intensa intercaladas por 7 horas de repouso e nenhum sinal de fadiga. Muito bem. Passemos agora a fase dois: 89 horas de atividade para 7 de repouso durante 45 dias começando às 00h30 de amanhã.
23h. Nenhuma novidade relevante sobre o acidente. Meus contatos com a polícia e os moradores do bairro comentavam apenas sobre as mesmas notícias manipuladas pela mídia. Talvez eu esteja preocupado demais.
Reposta do narrador = microtremores passaram a ser sentidos por vc esta noite
-x-
NY, 23 de março de 2010. Terça-feira.
23h. Fracasso completo. Nenhum dos sobreviventes que foram encaminhados ao NYUH estava no epicentro do evento que desencadeou o acidente. Terei que aguardar novos acontecimentos para ter certeza que isso tem relação com minhas visões proféticas.
As crianças parecem gostar da forma como as ensino na escola do bairro, suas notas melhoraram muito e seus pais vem me cumprimentar com orgulho genuíno. É gratificante. Entretanto, segundo minha auto-avaliação, posso ser um professor muito melhor, poderia estar dando aulas no ensino médio. Talvez minha "deficiência" atual seja porque como nunca pediram minha ajuda para ensinar alguém, sempre foquei os estudos para meus próprios ganhos. Trabalharei em meu aperfeiçoamento.
Resposta do Narrador = Vc nota que entre as cartas que estavam na mesa uma era do High School College Notredan, lhe convidando para ministrar a cadeira de biologia e química neste segundo semestre eletivo.
-x-
NY, 24 de março de 2010. Quarta-feira.
04h11. Há pouco conclui meus trabalhos experimentais onde buscava criar uma fórmula de base homeopática para reduzir a dependência dos usários de crack à droga. O resultado foi completamente insatisfatório. Mas nada de desânimo: analisarei e repensarei os procedimentos e recomeçarei o mais breve possível - não chegarei ao fim de meus dias sem ver o flagelo das drogas totalmente aniquilado. Isto eu prometo!
-x-
NY, 25 de março de 2010. Quinta-feira.
01h31. O Grimorio desenha um Gigante destruindo um galpão, um halfling fora destroçado por ele e o prédio cai em chamas.
02h31. O inevitável ocorre, um incêndio de grandes proporções destruiu totalmente um galpão no Bronx onde acontecia uma festa infantil patrocinada por um político local. Era início de noite e a atração principal ia começar: Beyoncé! A obra do Destino mais uma vez fez os sistemas de combate a incêndio não funcionaram e as rotas de fuga estavam obstruídas. Havia umas 500 pessoas no local, incluindo o helfling, metade delas crianças. Era final de plantão no NYUH quando soube da notícia. Parti imediatamente, tomando um táxi para chegar o mais rápido possível no local.
A cena era de desespero. Os bombeiros já estavam atuando, mas o trabalho era difícil. Diante de tal situação não pensei duas vezes: concentrei a energia semi-divina que permeia minha alma no apito de marfim que me foi dado por meu Pai e invoquei a frota de entidades, para mortais policiais, que me seguem como a um líder. Não obstante minha pouca idade, aqueles 10 indivíduos de valor e pais de família já enfrentaram várias situações junto a mim e reconhecem, mesmo sem entender exatamente como, que possuo um propósito especial neste mundo. Eles me confiam suas vidas.
Mesmo intimidados pelo medo natural que todas as criaturas têm ao fogo, encorajei-os a salvar aquelas pessoas, principalmente as crianças, sem se preocupar com a própria segurança, agindo com destemor e resiliência diante da dor e dificuldade da tarefa. Eles sabiam o que eu queria dizer: em dois momentos anteriores eles testemunharam os companheiros mortos serem ressucitados, teoricamente por minha fantástica perícia médica. Eles não mais temem a morte quando estão a meu serviço.
O resultado final foi terrível, com dezenas de vítimas inocentes mortas das piores maneiras possíveis. Tive que segurar muito as lágrimas para servir como um bastião de esperança àqueles pobres sofredores. O culpado terá que ser punido.
23h. Os primeiros laudos periciais informados até agora indicam que um grande curto-circuito do gerador do galpão foi à causa do incêndio, como os humanos são enganados tão facilmente pela nevoa.
Resposta do narrador = A névoa é algo muito séria....
-x-
NY, 26 de março de 2010. Sexta feira.
23h. As crianças notaram que eu estava irritadiço e até mesmo distante hoje na sala de aula. Coitadas. Tenho que aprender a disfarçar minhas inquietações, pelo menos diante delas, ainda tão inocentes.
Consegui ter acesso ao local do incêndio através de meus contatos com a polícia. Decepção. Minhas habilidades investigativas corroboraram os laudos técnicos apresentados. A prefeitura e os bombeiros serão responsabilizados pelo acidente.
Não bastasse isso, os noticiários passaram o dia enfocando também o drama dos parentes das vítimas do acidente do metrô do domingo passado.
Carniceiros!
Não estou com espírito para escrever mais nada hoje.
-x-
NY, 27 de março de 2010. Sábado.
23h. Após a missa matinal e o desjejum, decidi ficar no meu quartinho nos fundos da igreja o dia todo, isolado do resto do mundo e apenas estudando. Engraçado, não fui incomodado por ninguém. O dia passou devagar, embora minha mente estivesse superconcentrada. Formulei mais algumas hipóteses para meus experimentos antidrogas (as idéias fluíam com velocidade e leveza deliciosas) e terminei de formular minha terceira tese de mestrado.
Desta vez não lerei o Grimoire do Destino. Às vezes tenho a impressão que o Destino gosta de nos ver ansiosos sobre o que vem pela frente. Não desta vez. Relaxarei e aguardarei algo mais vívido acontecer. É, este foi um bom dia. Vou dormir um pouco agora.
Resposta do narrador = 00h. O céu fica escuro, nuvens negras e raios são entrelaçados por elas, os microtremores na ilha ficam mais intensos. As nuvens ganham formas de cones. Uma garoa fina começa a cair, fumaça começa a sair dos bueiros.
terça-feira, 23 de março de 2010
Doc Black's Journal I (original)
00h31. Bata lavada e engomada, maleta checada (providenciar mais gaze estéril e álcool gel), cirurgias agendadas confirmadas, celular e pager carregados... ótimo. Sigamos conforme planejado, pois.
Huummm... embora não seja raro acontecer, o Grimoire do Destino não revela nenhum evento novo, continua indicando que muito em breve haverá grande movimentação mítica aqui na cidade. Meu papel não está claro, pois minha aura é ofuscada pela presença poderosa deles. As visões apontam que são aliados, mas não consigo me ver entre eles. Estarão eles ao lado dos Deuses ou dos Titans?
É suficiente. Por experiência própria sei que não adianta forçar o Destino a revelar mais do que o necessário antes da hora, pois sendo abstrato ele nada deve e nada teme. Tudo acontece no seu devido tempo, e nada que façamos mudará isso. Conhecê-lo antecipadamente apenas fornece tempo para nos prepararmos para o inevitável.
01h57. Aos livros.
23h. Calamidade! Não houve leitos suficientes nos grandes hospitais para atender às centenas de feridos do acidente no metrô. 29 pessoas foram transferidas às pressas para o hospital da NYU, 6 não resistiram. O fato de todos os atendidos por mim terem sobrevivido não diminui a frustração de saber que vidas foram perdidas por ocasião de um atentado terrorista. Tinha algo mais nisso tudo, eu podia sentir, e não posso simplesmente relevar, como sugerido pelo diretor do hospital. "Fatalidades acontecem em todos o lugares do mundo, só podemos fazer o que está ao nosso alcance".
Embora de grande insensibilidade, ele está certo. E por isso mesmo fico tão contrariado. Meus companheiros de profissão são mortais; o alcance deles é mesmo restrito, quando comparados a mim. Pois,
SOU LAWRENCE BLACK, FILHO DE APOLLO!
MEU PODER E MEU DESTINO NÃO SE COMPARAM AOS DOS MORTAIS E ZELAR POR ELES EM SUA FRAGILIDADE E NO QUE ESTÁ FORA DE SEU ALCANCE É MEU DEVER E MINHA HONRA!
NY, 22 de março de 2010. Segunda-feira.
01h03. Às vezes eu insulto minha própria inteligência. Difícil achar justificativa para perder meu tempo recorrendo aos noticiários na esperança de informações exatas sobre o acidente. Amanhã conversarei com alguns dos sobreviventes que não tiverem recebido alta. Será este o primeiro indício das consequências da convergência de grande quantidade de energia Lendária que previ?
Enfim posso registrar minha conclusão nº1 de meu experimento. Ontem completaram-se 45 dias em que segui a mesma rotina, 65 horas de atividade intensa intercaladas por 7 horas de repouso e nenhum sinal de fadiga. Muito bem. Passemos agora a fase dois: 89 horas de atividade para 7 de repouso durante 45 dias começando às 00h30 de amanhã.
23h. Nenhuma novidade relevante sobre o acidente. Meus contatos com a polícia e os moradores do bairro comentavam apenas sobre as mesmas notícias manipuladas pela mídia. Talvez eu esteja preocupado demais.
NY, 23 de março de 2010. Terça-feira.
23h. Fracasso completo. Nenhum dos sobreviventes que foram encaminhados ao NYUH estava no epicentro do evento que desencadeou o acidente. Terei que aguardar novos acontecimentos para ter certeza que isso tem relação com minhas visões proféticas.
As crianças parecem gostar da forma como as ensino na escola do bairro, suas notas melhoraram muito e seus pais vem me cuprimentar com orgulho genuíno. É gratificante. Entretanto, segundo minha autoavaliação, posso ser um professor muito melhor. Talvez minha "deficiência" atual seja porque como nunca pediram minha ajuda para ensinar alguém, sempre foquei os estudos para meus próprios ganhos. Trabalharei em meu aperfeiçoamento.
NY, 24 de março de 2010. Quarta-feira.
04h11. Há pouco conclui meus trabalhos experimentais onde buscava criar uma fórmula de base homeopática para reduzir a dependência dos usários de crack à droga. O resultado foi completamente insatisfatório. Mas nada de desânimo: analisarei e repensarei os procedimentos e recomeçarei o mais breve possível - não chegarei ao fim de meus dias sem ver o flagelo das drogas totalmente aniquilado. Isto eu prometo!
NY, 25 de março de 2010. Quinta-feira.
02h31. Diferente do padrão, desta vez não pude registrar os acontecimentos às 23h do dia anterior. Um incêndio de grandes proporções destruiu totalmente um galpão no Bronx onde acontecia uma festa infantil patrocinada por um político local. Era início de noite e a atração principal ia começar: Beyoncé! Não sei se foi displicência dos técnicos responsáveis ou obra do Destino mas os sistemas de combate a incêndio não funcionaram e as rotas de fuga estavam obstruídas (o que me faz pensar que o incêndio pode ter sido criminoso). Havia umas 500 pessoas no local, metade delas crianças. Era final de plantão no NYUH quando soube da notícia. Parti imediatamente, tomando um táxi para chegar o mais rápido possível no local.
A cena era de desespero. Os bombeiros já estavam atuando mas o trabalho era difícil. Diante de tal situação não pensei duas vezes: concentrei a energia semi-divina que permeia minha alma no apito de marfim que me foi dado por meu Pai e invoquei a frota policial que me segue como a um líder. Não obstante minha pouca idade, aqueles 10 homens de valor e pais de família já enfrentaram várias situações junto a mim e reconhecem, mesmo sem entender exatamente como, que possuo um propósito especial neste mundo. Eles me confiam suas vidas.
Mesmo intimidados pelo medo natural que todas as criaturas tem ao fogo, encorajei-os a salvar aquelas pessoas, principalmente as crianças, sem se preocupar com a própria segurança, agindo com destemor e resiliência diante da dor e dificuldade da tarefa. Eles sabiam o que eu queria dizer: em dois momentos anteriores eles testemunharam os companheiros mortos serem ressucitados, teoricamente por minha fantástica perícia médica. Eles não mais temem a morte quando estão a meu serviço.
O resultado final foi terrível, com dezenas de vítimas inocentes mortas das piores maneiras possíveis. Tive que segurar muito as lágrimas para servir como um bastião de esperança àqueles pobres sofredores.
Descobrirei se foi um acidente ou um crime. Os culpados terão que ser punidos.
23h. Os primeiros laudos periciais informados até agora indicam que um grande curto-circuito do gerador do galpão foi a causa do incêndio. Não pode ser tão simples. E onde estavam os extintores de incêndio, por que os sifões por calor falharam e as saídas de emergência estavam obstruídas?
Chega, amanhã darei um jeito de investigar por mim mesmo.
NY, 26 de março de 2010. Sexta-feira.
23h. As crianças notaram que eu estava irritadiço e até mesmo distante hoje na sala de aula. Coitadas. Tenho que aprender a disfarçar minhas inquietações, pelo menos diante delas, ainda tão inocentes.
Consegui ter acesso ao local do incêndio através de meus contatos com a polícia. Decepção. Minhas habilidades investigativas corroboraram os laudos técnicos apresentados. Se houve crime, foi cometido por alguém extremamente habilidoso. A prefeitura e os bombeiros serão responsabilizados pelo acidente.
Não bastasse isso, os noticiários passaram o dia enfocando também o drama dos parentes das vítimas do acidente do metrô do domingo passado. Carniceiros!
Não estou com espírito para escrever mais nada hoje.
NY, 27 de março de 2010. Sábado.
23h. Após a missa matinal e o desjejum, decidi ficar no meu quartinho nos fundos da igreja o dia todo, isolado do resto do mundo e apenas estudando. Engraçado, não fui incomodado por ninguém. O dia passou devagar, embora minha mente estivesse superconcentrada. Formulei mais algumas hipóteses para meus experimentos antidrogas (as ideias fluíam com velocidade e leveza deliciosas) e terminei de formular minha terceira tese de mestrado.
Desta vez não lerei o Grimoire do Destino. Às vezes tenho a impressão que o Destino gosta de nos ver ansiosos sobre o que vem pela frente. Não desta vez. Relaxarei e aguardarei algo mais vívido acontecer.
É, este foi um bom dia. Vou dormir um pouco agora.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Saga del Corleone, semanario
Segunda-Feira:
Eu continuo minha busca por alguma pista do tal herói, será que há algo que possa mesmo me chamar atenção?
O domingo foi bem agitado na verdade, o peso de ter feito aquilo no metrô com aquelas pessoas, realmente me deixa triste e irritado comigo mesmo. Foi uma atitude totalmente imprudente de minha parte. Aquele maldito gigante ainda me segue, parece que eu utilizei demais os poderes, ele está realmente seguindo meu cheiro. Mas ainda bem que minha sorte está em alta, ou talvez ele não esteja me farejando tão bem assim. Dormi no hotel nesse dia.
Resposta do narrador = O gigante lhe deu certo trabalho neste dia o lendo a terminar o dia em Greet Village ao sul de NY.
Terça-Feira:
Preciso ir numa galeria de arte, tenho que admirar alguns trabalhos, não vivo sem isso, mais alguns dias e teria uma abstinência artística. Lá na galeria foi tudo absolutamente fascinante, nem consigo descrever o quão bem isso me fez, mas quando notei a hora... Havia perdido um dia inteiro naquele lugar, mas parece que foi como ter passado meia hora apenas, não sei se era por causa da minha obsessão por artes ou porque aquele lugar tinha algum tipo de magia, mas provavelmente foi a 1ª opção. Dormi no hotel nesse dia.
Resposta do narrador = Na galeria vc se perdeu pela replica de uma obra do Salvador Dali, nela vislumbra-se o caos e a amônia.
Quarta-Feira:
Eu compro alguma argila para fazer minhas esculturas, mas penso bem antes de moldar alguma coisa, sei que os objetos estão ganhando vida por ai, então não vou fazer algo que possa ser potencialmente perigoso, hmmm... Fiz um Perseu bem pequeno empunhando uma espada em uma mão e com a cabeça de uma medusa na outra. E também fiz uma estátua de um anjo com pouco menos de 1 metro. Bom acho que eles não vão me machucar, de qualquer forma, eu as levei para galeria de arte e consegui alguns trocados extra. Principalmente pela estátua do anjo. Trocados esses que me permitiram comprar um Bigmac e passar outra noite no hotel.
Resposta do narrador =háaaaaaaaaaaa....
Quinta-Feira:
Ok, chega de descanso, hora de procurar por mais algumas pistas já que a melhor que eu tinha era sobre um cara que ergueu trocentos quilos de não sei o que nas costas. Pista essa que eu havia encontrado no Porto. Resolvi voltar até o porto e falar com o pessoal que trabalha por lá pra saber alguma sobre a descrição física do cara, bem um senhor me descreveu mais ou menos como ele era, e disse que ele estava acompanhado e me falou também a descrição desse cara, ao custo de uma batata-frita na Mac Donald’s de tamanho grande, maldito mundo capitalista, ao menos consegui alguma informação. Dormi em um outro hotel, um pouco mais modesto dessa vez.
Resposta do narrador = Pela descrição que vc adquiriu no porto o outro rapaz ao qual o acompanhava era um esmoleu que vivia pelas redondezas praticando furtos e enganando homens de bem e que pegaram o metro no inicio da tarde de domingo.
Sexta-Feira:
Ligo a televisão e vejo a notícia triste das famílias dos mortos no incidente do metrô, fico cada vez mais chateado. Saio para procurar mais pistas, dessa vez vou para o Central Park, passei o dia todo procurando por ali, gastei dinheiro com transportes, mas tudo que vi foi um lago e algumas nereidas que soltaram gracinhas pra mim. Isso está começando a me irritar, sai numa missão de busca, e encontrei quase nada. Dormi no mesmo hotel de ontem.
Resposta do narrador =
Sábado:
Algumas criaturas míticas aparecem, meu astral aumenta um pouco, talvez eu esteja me aproximando, vi um Sátiro na rua, cheguei perto dele, ele logo me olhou e reconheceu meu cheiro, perguntei a ele sobre os dois caras que eu conseguira a descrição, e ele me falou que diria algo a troco de algumas batatas-fritas... Mais uma vez compro as batatas e consigo uma informação... Mas dessa vez foi um pouco melhor, ele falou que viu dois caras assim entrando no metrô, quando ele falou isso me lembrei um pouco triste do incidente do domingo, mas agradeci a ele pela informação e sai. Antes de ir para o metrô resolvi catar alguns seixos na rua e fazer alguma escultura para vender, consegui uma quantidade suficiente para fazer um boneco grandezinho, fiz um boneco de Hércules e vendi novamente na galeria, eles REALMENTE gostaram daquele bonequinho, eles sempre vendiam miniaturas ali, perguntaram se eu tinha um número de celular, mas acenei em negação e parti para um outro hotel mais modesto ainda, o que me restou foi saber da rota do metrô e verei até onde ele chega para que possa fazer uma busca no domingo.
Saga del Corleone parte III
Ei garoto, dá o fora daqui.
-O que? Falei
Você ouviu meu chapa, se manda ou você vai levar chumbo do dono da propriedade.
-Você fala?
É o que parece, garoto esperto você. E acima de tudo ele ainda ficou tirou uma com a minha cara. Eu relevei e o perguntei:
-Ei, você pode-me dizer onde fica o acampamento meio sangue?
Claro garoto, eu sou um mapa, não está vendo?
Desisti de conversa com ele e sai correndo na direção que eu estava seguindo. Até que avistei um rapaz, parecia ser deficiente porque andava de um jeito estranho, mas ainda assim era bem rápido, ele me fitou os olhos e me encarou, como se estivesse reconhecendo algo...
-Ei garoto. Falou o rapaz. –Pra onde você está indo?
-Procuro a Escola do Sr. H.
Ele me olhou e fez um sinal pra que eu o seguisse, sem ter muitas opções eu fui... No caminho ele se apresentou como Korus, e sabendo de alguma forma quem eu era, ele explicou:
-Sou um Sátiro rapaz, metade bode - metade humano.
Já ouvira histórias sobre os Sátiros que minha mãe havia contado... Quando andávamos em direção a escola vi o Ciclope, de alguma forma ele chegará lá antes de mim.
-Hmmm, faz um bom tempo que não como Sátiros, dessa vez me banquetearei. Sátiro ou Herói primeiro?
Não sei por que, mas a ferida em seu tornozelo havia sarado e Korus parou na hora.
-Estamos encrencados. Falou.
-Isso me deixa bastante aliviado. Falei
-Ora, ora, vejam se o heroizinho não está com a caixa, entregue a caixa na minha mão e contarei até 10 pra que você e seu amiguinho Sátiro corram até onde conseguirem.
-Não faça isso, ele deve estar mentindo... Mas o que é que tem nesta caixa?
-Não sei ainda.
-Se vocês vão ficar parados ai, então vou eu mesmo buscar a caixa.
O Ciclope veio correndo em nossa direção. Pensei que ali mesmo eu morreria. Então algo que eu não esperava aconteceu... Ouvi trotes de cavalo, olhei pra trás, e lá estava ele, aquele cavalo mal humorado.
Vamos garoto, suba você e seu amigo Sátiro. Falou o cavalo.
-Obrigado senhor...
Me chame de Mancha.
-Obrigado senhor Mancha
Que mané ‘senhor’ garoto, ta achando que sou velho
-Não podemos perder tempo. Falou Korus.
O cavalo saiu cavalgando, e desta vez o Ciclope não podia nos alcançar.
-Porque nos salvou? Perguntei.
Seu pai me pediu...
Pensei sobre aquilo que ele me dissera, naquela dia chuvoso, onde eu quase morri... Ele se preocupava comigo afinal. Eu e Korus conversamos bastante durante a cavalgada. Ao chegarmos na escola, perguntei tudo o que eu precisava perguntar a ele, tudo que até então tinha me encabulado. Depois de alguns minutos de conversa fui conhecer o acampamento (a descrição do “acampamento”, e de seus responsáveis eu pularei, já que não sei como você vai ambientalizar).
Depois de apenas 1 semana no acampamento. Recebi uma missão, para entregar a caixa que eu trouxe comigo e explicar o que havia acontecido ao meu pai. Seria a primeira vez que eu o veria.
Bom, bom, boooooooooom...........................................................
Porque há um monte de pontinhos na história... bem, eerh, eu até me lembro de ter conseguido completar a missão, e me lembro que fiz algumas amizades no acampamento... Mas bem... Um ano se passou, e segundo o que eu soube... Eu havia sofrido um acidente, e perdi um ano de memória... Não sei o porque, mas todos escondiam de mim o que havia acontecido dentro de um ano. Muitos fuxicavam sobre mim, muitos me evitavam e outros me amavam... Nem mesmo os responsáveis pelo acampamento quiseram me contar o que aconteceu durante esse ano que passou, nem mesmo Korus, que se tornara meu melhor amigo quis me contar, não importa como eu insistisse. Algo estava muito errado ali, o que eu havia feito de tão grande assim nesse ano? Será que cometi um erro grave? O que realmente aconteceu comigo? O mais próximo que cheguei da resposta foi numa conversa com Korus...
-Você não se lembra mesmo de nada que aconteceu Gian?
-Não. Não mesmo.
-Você tem sorte... Só de me lembrar, eu... Eu... Esqueça Gian, não queira lembrar-se de coisas assim, isso não fará bem a você, sua mãe mandou uma carta ela está com saudades de você, porque não vai visitá-la...
Bom, mais 3 anos se passaram... Nada de tão extraordinário aconteceu comigo, quando eu falava com minha mãe sobre aquele ano... Bem, ela também não me dava respostas. E a cada dia isso me encabula mais e mais, será que tem a ver com aquele sonho estranho que tive há alguns anos atrás? Não sei, mas a cada dia isso está me consumindo...
Saga del Corleone parte II
Meu sonho terminou por ai. No dia seguinte, meu padrasto me levara ao acampamento... Fomos de carro... No meio do caminho alguma coisa bateu em nós, o carro parou na hora.
-MERDA. Justo agora. Reclamou Phill.
-O que foi isso? Perguntei
-Não há tempo pra explicações agora, pegue isto e corra e não olhe para trás. Foi ai que eu notei que já estava escuro e começara a chover, mas ainda era dia.
Ainda não estávamos perto do acampamento. Meu padrasto tinha com ele um daqueles bauzinhos de madeira bem pequenos, ele tinha também uma polchete e de uma hora pra outra ele a abriu e tirou o que parecia ser uma espada, o que me deixou impressionado, ele me entregou o baú e me mandou sair do carro... Phill havia saído do carro, e assim que sai pude ver o que era que estava atrás de nós. Eu o reconheci das muitas lendas que minha mãe contava para mim sobre monstros. Um Ciclope. Phill investiu contra ele com a espada mas não teve sorte o monstro se esquivou e o arremessou para longe com um “bofete”. A espada havia caído no chão, o ciclope olhou para mim e falou:
-Agora é sua vez meio-sangue.
Sai correndo pra onde Phill estava. O Ciclope pareceu ir andando rápido, mas não correu, quando cheguei próximo a Phill, ele ainda estava consciente e falou pra mim:
-Me desculpe Gian, entregue esta caixa ao seu pai, o Ciclope está atrás dela. Corra ele não vai te alcançar, está com o tornozelo ferido.
Reparei na ferida do Ciclope, parecia muito grave. Quando olhei para Phill novamente, ele já não estava mais consciente. Fiquei furioso, mas naquele momento, só consegui pensar em correr.
- FUJA FEITO UMA GALINHA. Gritou o ciclope.
Saga del Corleone parte I
Minha história começa aos meus 7 anos.
Sempre fui um bom escultor, era um talento nato.
Fazia coisas pequenas no começo, bonecos de barro, de massinha de modelar, entre tantas outras coisas, mas certo dia eu comprei um monte de argila com minhas economias e com aquela argila consegui fazer o busto de um deus grego, por ironia, era o busto de Zeus, foi ai que minha mãe e meu padrasto descobriram meu potencial. Minha mãe é italiana, meu padrasto estadunidense. Eles se conheceram quando eu tinha 5 anos, ele vive viajando para negócios e minha mãe é uma advogada, não há mulher como ela no mundo, ela é a pessoa mais importante da minha vida, mexa com ela e estará encrencado, de verdade. No meu oitavo aniversário me lembro de ter perguntado a minha mãe sobre meu pai pela primeira vez, foi algo do tipo:
-Mãe, quando meu pai virá me visitar? Ela foi pega de surpresa com a pergunta, mas respondeu com um sorriso que sempre me tranqüilizava e falou:
-Não sei meu querido, mas com certeza você irá conhecê-lo um dia.
-Jura?
-Sim, Gian, você vai conhecê-lo com certeza.
Ao começar um novo ano letivo, fui para uma escola de crianças talentosas onde os alunos desenvolviam atividades artísticas diferenciadas, desde um simples desenho até uma escultura ou pinturas surreais. Havia um monte de crianças que eram realmente boas todas as crianças desenvolviam vários tipos de arte, e cada uma era melhor em um tipo determinado, mas nenhuma era tão boa em esculturas quanto eu, eu fazia tanto com as ferramentas, quanto com as próprias mãos, e todos ficavam impressionados. Aos meus 9 anos vários olheiros já conversavam comigo sobre a possibilidade de que eu trabalhasse para eles, mas minha mãe também estava de olho, e falava para eles que eu ainda era muito jovem pra isso, e que antes dos meus 14 anos não permitiria tal coisa. No outono daquele ano, algo significativo me aconteceu. Uma senhora totalmente coberta de roupas que eu nunca vira antes, veio me procurar no colégio, de alguma forma ela conseguiu chegar até mim, já que a segurança da escola para com os alunos era extremamente rígida, e só a família ou os sócios de lá podiam se aproximar de nós e mesmo assim não podiam se aproximar de nós durante as aulas. Aconteceu de que ela chegou próximo a mim e falou:
-Você tem mesmo um talento incrível garotinho. Eu olhei nos olhos dela um pouco assustado com sua aproximação
-Quem é você? Falei
-Só quero ser sua amiga Gian, você não pode desperdiçar seu talento aqui neste lugar, eu poderei te ensinar coisa melhor criança, veja essas fotos, são estátuas feitas por mim.
Eu olhei as fotos e todas as estátuas pareciam ter vida, era algo que realmente incrível, não acreditei no que vi, mesmo sendo apenas fotos, se eu comparasse as minhas esculturas com as estátuas dela, seria como comparar um rugido de leão com o miado de um gato.
-Nossa dona... é realmente... é realmente-
-Eu sei criança, vamos a um lugar mais calmo para que possamos conversar melhor.
Eu concordei sem hesitar, fui andando na frente e aquela senhora vinha logo atrás de mim. Avistamos um segurança, que logo veio correndo para tentar me afastar daquela senhora, ouvi um estranho chiado e de uma hora para outra, o segurança tornou-se uma estátua... Fiquei aterrorizado... Quando voltei a olhar para trás, parecia que aquela senhora tinha acabado de recolocar aquelas roupas que cobriam seu rosto. Sai correndo de medo e gritando por socorro. Em questão de minutos vários seguranças chegaram até mim, mas aquela senhora tinha desaparecido. Foi difícil de explicar o que havia acontecido e depois de explicado, obviamente as coisas não ficaram muito claras. Quando minha mãe soube do que acontecera, ficou extremamente preocupada, como se minha vida dependesse daquilo. E em uma conversa de minha mãe com meu padrasto de seu quarto, pude ouvir pela porta.
-Vamos para Itália Phill, quero Gian longe de problemas, e você sabe sobre o que eu estou falando.
-Eu sei Dianna, mas eu não posso sair daqui dos USA agora... E também não posso deixá-los sozinhos. Jurei a Poseidon que cuidaria de seu filho e protegeria você, mas a situação das coisas aqui anda piorando e eu não posso simplesmente deixá-los na mão.
-Mas... Mas Phill os monstros já começaram a atacar meu filho, não podemos protegê-lo é arriscado ficar nos Estados Unidos...
Houve silêncio na sala por alguns segundos.
-Ele precisa saber quem é. Disse Phill.
-Não, ele ainda não...
-Ele não é uma criança comum Dianna, acha que vai esconder isso dele por quanto tempo?
Minha mãe começou a chorar. Diante disso sai correndo para o meu quarto, totalmente atordoado eu sempre ouvira histórias sobre mitologia de minha mãe, mas aquilo realmente me assustou. Meu padrasto Phillip deve ter me ouvido correr, entrou no meu quarto e sentou ao meu lado na cama.
-E então campeão, como vão às coisas? Não respondi.
-Você estava nos ouvindo então?!
Eu me virei de lado e continuei sem resposta.
-Bom, acho que não vai adiantar eu ficar aqui tentando explicar as coisas. Eu vou direto ao assunto Gian, é sobre seu pai. Isso me chamou atenção, então me virei pra ele e falei:
-Poseidon... Você falou algo sobre o filho de Poseidon... Sou eu não é Phill? Phill assentiu.
-Você é um herói. Falou Phill. – Um herói. Como daqueles das histórias de mitologia que sua mãe te conta.
domingo, 21 de março de 2010
O Inicio
Acho que o inicio da historia hj foi muito bom, mesmo gostei pacas dos pj's e seus back's. Hj tivemos o prologo de como esta o mundo, e vou comenta-lo.
No inicio de tudo a grande era de OURO foi descrita pelos TITANS CRONOS e YON, que um certo dia encontraram GAYA andando pelos vales Elísios ou campos de Asgard. Os titans travaram uma batalha entre eles pela bela entidade na natureza. YON teve sua primeira noite com GAYA após 20 anos de guerra, noite a qual deu origem aos grandes DEUSES nórdicos ODIN,LOKI e HELL, como mesmo após GAYA ter lhe dados filhos a luta entre eles continuou GAYA decidiu ter filhos com CRONOS dando origem a ZEUS,POSSEIDN e HADES. Mais 500 anos de guerra se prosseguiu até que os filhos decidiram enfrentar as atrocidades dos pais perante o universo, os olimpianos cortaram CRONOS em pedaços e o lançou no TARTARO, YON foi cortado em quatro partes e lançado,dentro de esconderijos selados misticamente por ODIN, em quatro dos nove mundos criados por ODIN.
Os DEUSES criaram os mundos e a humanidade, tentando manter a humanidade longe de seus assuntos passaram 1500 anos olhando o crescimento deles a distancia, até que o tédio os levou a se relacionar com os humanos gerando os heróis e as grandes guerras das civilizações com o fim da idade antiga e inicio da idade media os DEUSES fizeram um pacto de que os GRANDES não poderiam ter mais de um filho por século, tal pacto deu certo até o inicio do século vinte onde UM DOS GRANDES o quebrou levando as duas grandes guerras. Após elas mais um pacto foi feito e a TERRA foi dividida em dois blocos os olimpianos ficaram com a AMERICA e os AESIR com a EUROPA e Ásia setentrional. Hj a Europa é território juntamente com o estado de NY. Cada GRANDE só tem o direito a um filho e os semideuses tb.
Os olimpianos a fim de manter os seus unidos em tempos de paz criaram uma escola de super-dotados tb conhecido como acampamento meio sangue. Neste acampamento residem os filhos dos DEUSES e onde os mesmo recebem suas missões.
Tudo começou no dia 21/03/2010, quando Gian Corleone recebeu sua primeira missão com a busca de sua primeira profecia....
boa sorte a todos, pois os dados já foram lançados,ahhahahhahhahahahha............
sábado, 20 de março de 2010
Ian Kane "Luck Fire" Ignatius
Heroic Alias: Luck Fire
Calling: Lone wolf
Pantheon: Aesir
God: Loki
Nature: Rogue
Attributes
Physical
Strength 2
Dexterity 3
Stamina 4 (Epic 1)
Social
Charisma 2
Manipulation 3
Appearance 2
Mental
Perception 3
Intelligence 4 (Epic 1)
Wits 4 (Epic 3)
Abilities
Brawl 3, Empathy 1, Larceny 3, Occult 3, Politics 1, Stealth 3, Presence 1, Survival 2, Athletics 3, Fortitude 3, Awareness 3, Medicine 2, Markmanship 3
Birthrights
Relic 2 (Isqueiro Zippo com runas:
frente:

Verso:
invertida)Significados das runas aqui
3 pontos livres a critério do Storyteller
Boons
The Unlidded Eye (Magic 1), Paralyzing Confusion (Chaos 3), Fire Immunity (Fire 1)
Knacks
Stamina: Raging Bull
Intelligence: Fast Learner
Wits: Adaptative Fighting, Don't Read The Manual, Cobra Reflexes
Virtues
Courage 4
Endurance 3
Expression 1
Loyalty 1
Willpower 7
Legend 4
Galera, desculpa a demora, a semana foi bem cheia. Estarei lá amanhã com essa ficha pra terminar tudo. Espero vocês!
terça-feira, 16 de março de 2010
Ragnar Klavan, o sobrevivente.
Seguinte segue as 2 versões do meu PC para avaliação de tiba (tu diz qual dos dois eu vou poder usar). Depois eu posto o background completo dele.
Ragnar Klavan, versão com Lenda 4
Calling: Sobrevivente
Natureza: Sobrevivente
For 4 / Dex 3 / Stm 4 - Car 2 / Man 3 / Apr 2 - Per 4 / Int 2 / Rac 3
epicos For 3 / Dex 3 / Stm 3 - Rac 1
Esp 3, Pront 3, Briga 3, Fort 3, Integrid 3, Manha 3, Melee 1, Presença 3, Stealth 3, Sobrev 3, Throw 2.
Birthrights:
Luvas (tipo Abel do SF4).
Luva Direita: +3 Acc combate desarmado;
Luva Esquerda: +3 Dmg combae desarmado;
Knacks:
Crushing Grip/ Holy Bound/ Hurl to Horizon
Cat's Grace/ Lig. Sprinter/ Untocheble Opponent
Dam. Convertion/ Self-Healing/ Holy Fortitude
Open Gambit
Will 7 - Dodge DV 9/13 - Parry DV 8 -// - Mov 7 - Dash 13 -//- Jump A: 22 D: 44
Virtudes: Exp 1/ Lealdade 1/ Coragem 3/ Resistencia 4
SOAK: 8B / 6L / 3A
Vitalidade 0/0/0/0/0/0/I
====================xxxxxxx=====================
Ragnar Klavan, versão com Lenda 3 (em Negrito as modficações)
Calling: Sobrevivente
Natureza: Sobrevivente
For 4 / Dex 3 / Stm 4 - Car 2 / Man 3 / Apr 2 - Per 4 / Int 2 / Rac 3
epicos For 2 / Dex 2 / Stm 2 - Man 1 - Per 1/ Rac 2
Esp 3, Pront 3, Briga 3, Fort 3, Integrid 3, Manha 3, Melee 2, Presença 3, Stealth 3, Sobrev 3, Throw 1.
Birthrights:
Luvas (tipo Abel do SF4).
Luva Direita: +3 Acc combate desarmado;
Luva Esquerda: +3 Dmg combae desarmado;
Cinto de Corda (tinha um japa do KoF que tinha um igua ao que imaginei segurando o kimono)
Mimica de War 3;
Botas (o par): -1 spd para combate desarmado, +2 na DV
Anel de Ouro: mimica de Céu 1
Knacks:
Crushing Grip/ Holy Bound
Cat's Grace/ Untocheble Opponent
Dam. Convertion/ Self-Healing
Takes One to Know One
Predatory Focus
Open Gambit / Social Chamaleon
Will 7 - Dodge DV 9/13* - Parry DV 8* -// - Mov 5 - Dash 11 -//- Jump A: 18/36* D: 36/72*
Virtudes: Exp 1/ Lealdade 1/ Coragem 3/ Resistencia 4
SOAK: 6B / 4L / 2A
Vitalidade 0/0/0/0/0/-4/I
* são valores obtidos sob efeito de reliquias.
fora isso ele possui APENAS um moleton surrado (tipo boxeador com capuz) grosso e de cor marrom (tanto pela cor original como pelo estado :P).
Bem acho que não me esqueci de nada. Tiba diga aí qual dos dois tu acha que pode/se encaixa na aventura para que eu use. Depois posto o back como disse!
Abraços a todos!
Anão!
domingo, 14 de março de 2010
A Saga de Lawrence Black, Scion of Apollo
Ato 1, Capítulo 1: Prólogo
Boa noite, coronel. A recepcionista informou que procurava especificamente por mim no hospital. Estou certo que o objetivo de sua busca não reside apenas na esperança de que eu trate essa luxação no punho, nem tampouco em saber o motivo pelo qual ajudei aqueles arruaceiros sem-teto a fugirem pouco antes da explosão do caminhão-tanque que destruiu parte do prédio da prefeitura. Também não é preciso dizer que sabe que nada tive a ver com a explosão. Na verdade, ambos sabemos que o provável causador daquilo, indiretamente é claro, foi o senhor. Devo dizer que admirei sua coragem em encarar aquelas duas quimeras sozinho. Já deve ter passado por muita coisa difícil antes para ter sobrevivido com apenas esta leve contusão.
Ok. Vamos ao que interessa. Sou Lawrence Black, tenho Q.I 176, completei 14 anos há 17 dias, 5 horas e 41 minutos e acabei de me formar em medicina. Como percebeu após o término de seu combate, não sou um humano superdotado qualquer. Sou parte da prole de Apollo neste país e fui orientado pelo próprio a usar meu intelecto superior para preservar o máximo de vidas humanas que puder durante a Guerra. Esforço-me na difícil arte da interpretação das obscuras linhas do Destino, pois a partir dela consigo estar preparado com a estratégia perfeita a ser usada no lugar certo e no momento certo. Minhas habilidades inatas conduziram-me também na escolha da profissão médica, onde meus talentos terão precisa utilidade.
Hum? Ora, mas que curioso. Sua expressão facial revela que está me julgando um presunçoso arrogante. Diga-me, coronel, sendo o senhor também o filho de um deus, não se sente superior aos humanos que nos rodeiam? Talvez sinta vergonha desse sentimento, não posso adivinhar isso... ainda. Minhas análises e estatísticas, contudo, indicam esta como uma característica de nossa natureza semi-divina.
Sulphur, Oklahoma, há pouco mais de 14 anos. Uma família amish formada por um casal infértil encontra à sua porta um bebê com apenas alguns dias de vida. Todos na comunidade, que segue a risca os preceitos da Bíblia cristã, descreveram que um anjo luminoso desceu a casa desse casal e os abençoou. Durante os 6 anos, 4 meses e 19 dias seguintes fui criado na mais exemplar tradição amish. Até que certo dia sonhos premonitórios começaram a se manifestar. No início era coisas simples, como adivinhar que ia chover ou que receberíamos alguma visita incomum. Os meses passaram e coisas mais sérias passaram a ser previstas, como a morte de alguém ou a formação de um furacão. A comunidade ficou dividida: alguns achavam que eu era um profeta de Deus, outros do Diabo. Bom, até que eles não erraram tanto, não é? Prolongou-se por mais um ano esta situação esquisita, até que no meu aniversário de 8 anos decidi por mim mesmo abandonar a comunidade. Acredito, sinceramente, que meus “pais” ficaram aliviados. Apesar da pouca idade, minha inteligência excepcional ajudou-me a superar com relativa facilidade os problemas que apareciam. Minhas profecias, que agora surgiam “magicamente” através do rearranjo das letras nos livros que lia e mais raramente por sonhos, guiavam-me frequentemente pelo caminho mais vantajoso possível. Chegando à capital do estado, procurei o serviço de assistência social e solicitei ajuda. Em pouquíssimo tempo fui encaminhado para um colégio interno, onde minhas habilidades intelectuais não demoraram a se destacar. 13 dias depois fui transferido para a turma do 1º ano do segundo grau e após 4 meses para a do 3º ano. Mais 6 meses e concluí o Ensino Médio. Agora recém-formado médico e prestes a começar a especialização em traumatologia, sigo minha vida ajudando os humanos.
Deseja saber como foi a visitação de Apollo para mim? Há 4 anos e 9 meses estava na biblioteca da universidade quando um professor que nunca tinha visto antes se apresentou a mim e perguntou se poderíamos debater sobre alguns dilemas morais que muitas vezes assolam os homens de bem. Não estranhei o pedido porque no dia anterior eu havia defendido uma tese sobre Ética na Medicina que foi muito elogiada pela comunidade médica local (e dias depois mundial, procure na internet), então aceitei de bom grado a oportunidade. O professor era um grande conhecedor da humanidade e esclareceu muitas dúvidas que eu ainda tinha naquela época, mas ele não se revelara como meu pai, ainda. Isto aconteceu precisamente 1 semana depois: no mesmo canto da biblioteca da outra ocasião, após perguntar se poderíamos conversar novamente, ele tocou em minha testa e me deixou inconsciente por um período que jamais saberei. Ao acordar eu estava deitado numa luxuosa cama de design Greco-romano antigo fortemente iluminado por um clarão semelhante ao sol vindo de todas as direções. Ao buscar por meus óculos, não pude perceber de imediato que não eram os meus originais, devido ao conforto e perfeita correção de minha miopia. Não só isso: enfim consegui ver claramente através da forte luminosidade.
Atravessei salões que pareciam revestidos em ouro, onde circulavam sorrindo e me prestando reverências os mais diferentes seres feitos de luz, alguns até pareciam anjos! No saguão principal, sentado em um trono de ouro e marfim, estava o professor com quem debati durante horas na semana anterior. Era Apollo, que se levantou e me ofereceu seu lugar no trono. Extremamente excitado e empolgado, meu pai não parou de falar da satisfação de finalmente poder se revelar a mim e me dizer suas expectativas. Contou-me sobre a Guerra, sobre os seres míticos e sobre boa parte de minha herança de alegrias e dores nesse conflito. Fiquei maravilhado. Pela primeira vez na minha vida algo fazia sentido para mim. Eu já sentia que possuía um papel especial a desempenhar no mundo, mas não entendia qual. Tudo mudaria a partir daquela revelação. Minhas convicções se tornaram ainda mais fortes e tudo farei para amenizar o sofrimento dos humanos durante a Guerra. Sobretudo sou realista: haverá baixas e não poderei evitá-las... ainda!
quinta-feira, 11 de março de 2010
A Ficha de Lawrence Black
Name: Lawrence Black
Heroic alias: Doc Black
Player: Angelo
Cronic: -
Personagem criado em 11 de março de 2010
Calling: Supragênio recém-formado em medicina
Nature: Caregiver
Pantheon: Dodekatheon (Greek)
God: Apollo (aka Aplu)
Legend/ Legend Points: 2/ 4
Associated Powers: Epic Appearance, Epic Charisma, Arete, Health, Prophecy, Sun, Sky
Favored Abilities: Art, Athletics, Marksmanship, Medicine, Presence, Science
Rival Gods: Hades (Greek); Baldur (Norse); Raiden (Japanese), Shango (Voodoo); Thoth (Egypitian); Xipe Totec (Aztec)
ATTRIBUTES (8/6/4)
Physical: Strength 2, Dexterity 3, Stamina 4
Epic Attributes: Stamina 1
Knacks:
- Damage Conversion
Social: Charisma* 3, Manipulation 1, Appearance* 3
Epic Attributes: Charisma 1, Appearance 1
Knacks:
- Inspirational Figure
- Serpent’s Gaze
Mental: Perception 4, Intelligence 5, Wits 3
Epic Attributes: Perception 1, Intelligence 1, Wits 1
Knacks:
- Refined Palate
- Perfect Memory
- Instant Investigator
(*) Attributes considerados Associated Powers
ABILITIES (30)
Academics 3, Art* (instrumentos de sopro) 1, Athletics* 1, Awareness 2, Command 2, Craft (equipamentos médicos) 2, Empathy 3, Integrity 3, Investigation 2, Marksmanship* 1, Medicine* 3, Occult 1, Presence* 3, Science* (Biology) 3
(*) Abilities consideradas Favored of divine parent
BIRTHRIGHTS (5)
Relic 2 (Óculos de design antiquado - anos 40)
- Access Purview (Health)
- Access Purview (Sun)
Relic 1 (Grimoire do Destino)
- Access Purview (Profecy)
Relic 2 (Apito de marfim, "Chamada de Emergência")
- Link a single Birthright to the Relic’s user with spend of 1 Legend #Followers#
- May completely regenerate any Followers or Guides destroyed that are linked to it
Followers 2
- 10 Beat Cops
BOONS (10 – incluindo a compra dos atributos épicos)
Arete (Medicine) 1, Epic Appearance 1, Epic Charisma 1, Epic Intelligence 1, Epic Perception 1, Epic Stamina 1, Epic Wits 1, Health 1 (Assess Health), Prophecy 1, Sun 1 (Penetrating Glare)
VIRTUES (5)
Expression 1, Intellect 5, Valor 5, Vengeance 1
WILLPOWER 10
MOVEMENT
3 (move)
9 (dash)
3/ 6 (jump vertical/ horizontal)
COMBAT
Dodge DV: 3
Parry DV: 2 (unarmed light) or 1 (unarmed heavy)
Join Battle: 6
SOAK
Bashing 5/ Lethal 3/ Aggravated 1
HEALTH: 0/0/0/-2/-2/-4/I
quarta-feira, 10 de março de 2010
Meu PC
Função: Ranger/Sniper
Aik Beoulf (sim sem W) filho de Odin / Lenda 4
Calling: Competidor
Natureza: ???
For 3/Dex 4(3) / Vig 4(3) - Car 2/ Man 3 /Apr 2 - Per 4(3)/ Int 2 / Rac 3(1)
Esp 3, Pront 3, Brig 1, Moto 1, Cavalo 1, Fortit 3, Integ 3, Arm F. 3, Melee 3, Steatlth 3, Sobrev. 3.
Knacks: (dex) trick shoter, opon. intocavel/ (Vig) Dam. Conv., Self-Healing, Body Armor(DG)/ (per) Predatory Focus, Telesc. Senses (DM), Spatial Attunament (DG) /(Rac) Eternal Vigilance.
Reliquias: 2 braceletes(1 dourado e outro prateado) que representam os irmãos gêmeos Baldur e Hodur (cada bracelete se chama como 1 deles).
1° Baldur(N3): Soma lenda na parada de DEX+Armas de Fogo(1), Melhora o Knack Trick Shooter (dobra o bonus)(1), -1 na penalidade por multiplas ações (1).
2° Hodur(N3): Soma lenda na parada de DEX+Melee(1), Melhora o Knack Body Armor (aqui tu decide se ou dobra o bonus ou adiciona lenda no Soak de Agravado)(1), Multiplica por 5x o alcance de qq arma de fogo(1).
Armas: tu determina
will 7 / dodge DV 10-14 / Parry (dep da arma)
SOAK: 8/6/3
Armor: 8/8/0 ou 4/4/4 - Move 8 - Dash 14 / Jump A: 6 D: 12
Corag 1/ Expressão 1/ Lealdade 3/ Endurance 4 - Box Vit: 0/0/0/0/0/0/I
Pronto. Fiz um PC especialista, mas sem ser combado. Tu diz o que pode ou não tiba. Vou preparar o back desse, pois esseeu fiz promeiro o PC para depois pensar no Back. Tenho o resumo, mas quero postar completo. Só para constar ele está nos EUA por motivo de competição.
QQ coisa tamos aí!
segunda-feira, 8 de março de 2010
A Ficha de Phylodox
Name: Derek Phylodox III
Heroic alias: Phylodox
Player: Angelo
Cronic: -
Personagem criado em 08 de março de 2010
Calling: Campeão Mundial de Karate e WuShu
Nature: Bravo
Pantheon: Aesir (Norse)
God: Thor (aka Donar, Thudr)
Legend/ Legend Points: 4/ 16
Associated Powers: Epic Charisma, Epic Stamina, Epic Strength, Guardian, Jotunblut, Sky
Favored Abilities: Athletics, Brawl, Control, Melee, Presence, Thrown
Rival Gods: Loki (Norse); Hermes (Greek); Izanami (Japanese); Kalfu (Voodoo); Set (Egypitian); Tlaloc (Aztec)
ATTRIBUTES (8/6/4)
Physical: Strength* 3, Dexterity 4, Stamina* 4
Epic Attributes: Strength 3, Dexterity 3, Stamina 3
Knacks:
- Strength: Crushing Grip, Holy Bound, Holy Rampage (H)
- Dexterity: Untouchable Opponent, Cat’s Grace (H); Escape Artist (DG)
- Stamina: Damage Conversion, Self Healing (H); Body Armor (DG)
Social: Charisma* 3, Manipulation 1, Appearance 5
Epic Attributes: None
Mental: Perception 2, Intelligence 2, Wits 3
Epic Attributes: none
(*) Attributes considerados Associated Powers
ABILITIES (30)
Athletics* 4, Awareness 3, Brawl* 3, Control* (motocycle) 1, Control* (car) 1, Fortitude 3, Integrity 3, Marksmanship 3, Medicine 1, Melee* 3, Presence* 3, Thrown* 3
(*) Abilities consideradas Favored of divine parent
BIRTHRIGHTS (5)
Relic 3 (Belt of Storm Giant Strength): Para os mortais assemelha-se a uma faixa de artista marcial de cor azul metálico. Para seres com Lenda assemelha-se a um grande cinturão de campeão de boxe de cor azul metálico com faíscas errantes.
- Add wearer’s Legend to any roll using a single attribute (Strength)
Relic 2 (Hands of the Storm Giant): Para os mortais assemelha-se a um par de luvas de foco de cor azul metálico. Para seres com Lenda assemelha-se a um par de grandes mãos transformadas em manoplas de metal azul com faíscas errantes.
- Access Purview (Sky)
- Add Legend x5 yards to the weapon’s Range (Brawl)
BOONS (10 – incluindo a compra dos atributos épicos)
Epic Dexterity 3, Epic Strength 3, Epic Stamina 3, Sky 1
VIRTUES (5)
Courage 3, Endurance 4, Expression 1, Loyalty 1
WILLPOWER 7
MOVEMENT:
8 (move), 18 (dash)
22/ 44 (jump vertical/ horizontal natural resultante de Holy Bound)
44/ 88 (jump vertical/ horizontal quando associados Holy Bound e Sky’s Grace)
COMBAT
Dodge DV: 10 (natural)/14 (Untouchable Opponent)
Parry DV: 8 (unarmed light) or 7 (unarmed heavy)
Join Battle: 6
SOAK:
Bashing 8 (natural)/ 12 (Body Armor)
Lethal 6 (natural)/ 10 (Body Armor)
Aggravated 3 (natural)
HEALTH: 0/0/0/0/0/0/ I
Histórico de Derek Phylodox III
Chame-o apenas de Phylodox, sempre, a não ser que queira vê-lo irritado. O título em seu nome serve apenas para indicar quantos de seu clã tombaram antes de merecerem lutar no Ragnarök. A honra de tentar novamente só foi concedida por causa da bravura de seus antecessores diante da morte. Enquanto Thor se orgulhar de seus filhos caídos, haverá esperança.
Há 71 anos, quando se iniciava a Segunda Guerra Mundial, o poderoso Thor em pessoa reconheceu a força, destemor e lealdade do clã Phyliandr na Batalha de Murmansk, no extremo noroeste da Rússia. Sem saber que testemunhavam um confronto de semideuses contra um antigo Titan glacial, os membros desse clã, todos humanos normais, lutaram até sua quase total aniquilação contra os Titanspawns que assolavam a cidade enquanto os semideuses tentavam destruir o Titan. Com a tarefa cumprida, o próprio Deus do Trovão surgiu diante dos sobreviventes do clã e convidou-se para o jantar de celebração pela vitória.
Durante os festejos Thor revelou detalhes que destruiriam as mentes enevoadas da grande maioria dos mortais, mas percebeu sem surpresa que todos ali o ouviam com devoção e crença inabaláveis. Pediu então que a mais bela das jovens Phyliandr lhe fizesse companhia naquela noite. Não houve quem se sentisse ofendido com o pedido; na verdade, todos se sentiram extremamente honrados quando a linda Úrsula tornou-se a primeira das três esposas de Thor no clã.
Phylodox tem 16 anos e a missão de vencer onde seus ancestrais falharam. Nascido numa época em que seu clã de guerreiros não mais habitava o noroeste gelado da Rússia, sua rica família passou a viver em Moscou após a queda do antigo regime soviético nos anos 90 e em apenas três anos receberam premiações e o reconhecimento internacional por criarem a melhor academia de artes marciais de todo o país. Práticas, táticas e conhecimentos aperfeiçoados ao longo de centenas de gerações tornaram-se ainda mais letais e precisos quando aceitaram os primeiros instrutores chineses de artes marciais em suas fileiras. Philodox foi o primeiro dos três campeões de Thor a receber este treinamento diferenciado, começando antes mesmo de completar três anos de idade. Aos quatro anos ele se tornou o mais jovem campeão mundial de Karate ao vencer um oponente de sete e aos seis ele não só manteve seus títulos (tricampeão) no Karate como ainda se tornou campeão mundial de Wushu.
Seu despertar se deu quase naturalmente: aos nove anos, numa noite de inverno fria e muito chuvosa, quando todos os membros do clã estavam reunidos numa mansão de campo comemorando os 100 anos de existência do mais velho integrante da família, uma horda de Titanspawns invadiu a propriedade com a declarada intenção de esmagar todos os descendentes dos guerreiros da Batalha de Mursmansk sob seus pés. O líder da horda era um imenso monstro de pele azul metálico sobre a qual singravam errantes pequenas centelhas de eletricidade. Um gigante das tempestades. Certamente uma das crias do Titan destruído há décadas. A batalha que se seguiu durou quase meia hora, terminando numa grande carnificina onde mais uma vez o clã triunfou sobre seus oponentes místicos. Como esperado houve muitas baixas, mas não havia pesar nem lamento, mas a certeza de que este momento chegaria algum dia e que o clã tinha o dever de estar preparado.
Talvez por isso não tenha existido surpresa quando o pequeno Phylodox ergueu-se triunfante sobre o corpo inerte do Gigante das Tempestades. Com seus punhos ele quebrou pouco a pouco as pernas do monstro, até que ele não conseguisse mais permanecer em pé. Quando sua enorme cabeça ficou ao alcance, foi rapidamente trespassada através dos olhos pelos braços da não mais inocente criança.
Os anciões se encarregaram de contar a verdadeira história por trás daquele ataque, pois diferente do ocorrido com seus dois ancestrais, que despertaram em situações similares, naquela ocasião Thor não se revelou ao seu filho. Um anão, que se disse guiado pelo Destino para estar naquele momento naquele lugar foi recebido pelo clã e hospedado em segurança naquela noite maldita. O anão não foi mais visto desde então. Sua missão fora cumprida.
Phylodox recebeu a primeira visita de Thor aos doze anos, quando ele comemorava a manutenção pela oitava vez de seu título de campeão mundial de Karate. Abraçou-o cheio de orgulho e conversou longamente sobre a realidade do mundo (que ele já conhecia), mas desta vez sob seu ponto de vista. Pediu que ele compreendesse o porquê dele ter passado tanto tempo para conhecê-lo e também que não demorasse a seguir seu Destino. Thor mantém um contato mais estreito que o normal com Phylodox, visitando-o duas ou três vezes por ano sem nenhum padrão aparente (nunca apareceu nos seus aniversários, por exemplo) às vezes ficando até mesmo um dia inteiro ao seu lado. Esta proximidade dá um senso de propósito muito grande ao jovem, que entende que seu Pai, assim como ele próprio, não pode desejar viver em paz ao lado de seus familiares. Há uma guerra diferente e muito mais perigosa que qualquer outra realizada pelos mortais em sua insatisfação mesquinha.
Phylodox não foi apenas treinado para ser um guerreiro. Ele nasceu um. E mais que tudo ele deseja ser merecedor de lutar ao lado de seu Pai no Ragnarök.
- Há pouco mais de um mês Phylodox deixou para trás sua bem sucedida carreira de lutador em Moscou e seguiu sozinho para Nova York, obedecendo não a um pedido, mas a uma ORDEM dada pessoalmente por Thor. Odin tivera uma visão profética da metrópole sofrendo uma série de eventos catastróficos nos próximos meses e pediu que seu Filho trabalhasse numa forma de minimizar os efeitos danosos de seu inevitável Destino.
- Vendo nesta uma boa oportunidade de aumentar a experiência de seu filho russo em combates DE VERDADE, o Deus do Trovão o enviou para a cidade americana com dois objetivos básicos: ficar de prontidão para qualquer acontecimento estranho e destruir qualquer inimigo declarado que ameaçasse a metrópole.
- Phylodox não estuda e é um pouco “duro” na língua inglesa, conversando com um sotaque muito forte. Todos os conhecimentos escolares que possui foram ensinados através de "aulas particulares" ministradas pelos seus próprios familiares. Ele passa seus dias treinando duro na única academia de Karate inaugurada por sua família na cidade, há pouco mais de cinco anos. Sua fama internacional tem atraído muitos novos alunos.
- Sua família é rica, mas não muito. De fato, possuem um nível confortável de riqueza apenas porque o clã é extremamente unido, então um ajuda ao outro nas dificuldades. O valor estimado de sua riqueza é de 6 milhões de dólares (15 milhões se considerados os bens como imóveis e propriedades). A maior parte da renda provém das premiações em campeonatos de artes marciais, patrocínio e publicidade dos atletas treinados em suas academias. Dinheiro não é problema para Phylodox, o maior provedor do clã, mas uma tradição familiar de séculos ensina a viver confortável, porém humildemente.
- Apesar de manter contato diariamente com o ramo de sua família que abriu a academia em Nova York, Philodox decidiu morar sozinho num apartamento de classe média, onde poucos sabem que ele é um lutador famoso. Liga todos os finais de semana para sua mãe, pai (“adotivo”) e irmã em Moscou.
domingo, 7 de março de 2010
Alguns fatos
como sugerido por angelo, vai aqui algumas regras do que bolei:
- Os panteões permitidos sáo, nordico, egipsio e grego.
- OS filhos dos grandes deuses de cada panteão terá lenda 4 os demais lenda inicial no max 3.
- A idade dos pjs será entre 12 e 16 anos.
- Precisarei dos historicos antecipadamente para adapitar a cidade a eles.
- Pensem em uma campanha de D&D tem que ter um guerreiro, um bandeide, um ranger e um mago.
- DV vai ertirar dados na jogada, dano de arma de fogo é automatico,
- Join Battle vai ser um valor fixo,
- Boons que naun necessitam de açao fisica ou concentraçao, sao considerados açao livre (ex. War 1, Death 1, Health 1, Fire 1, Water 1 e etc) , akeles que necessitam de açao fisica tem como custo em ticks igual ao speed da açao fisica (ex. Earth 2, Water 2 e 3, e etc) e akeles de concentraçao consomem 5 ticks (Psychopomp 2, Moon 2, Guardian 2, Death 3 e etc)
- Os pontos de percepção epica será adicionado em armas de fogo,
- ações multiplas de WoD.
abraços
Quem fui um dia III.3
- Alô, Renam esta?
- Sim, vou chama-lo... quem deseja?
- JAck, alguns minutos de pois.
- Fala garoto,
- Aceitas ser meu padrinho de casamento hj as 20h no Hilton?
- CAAAAAAAARRRRRRRAAAAAAAAA, claro que sim, vc esta de carro nê?
- sim
- Me paga as 19h, temos que comemorar antes, já que não terás despedida de solteiro
- Não cara fica para depois,kkkkkkk.
- Ok, bonitão mais vc fica me devendo uma festança
- Combinado ela começa salvando a pele dos ianques,ihhhhhaaa.
- até.
Voltei para o Hilton e novamente a sensação de perseguição, olho para trás, a rua(A rua possui uma rede de prédios de cada lado com pequenos becos a cada dois prédios conjugados, nestes becos continham as latas de lixo e as escadas de incêndio. Os postes da rua lembram a época de lamparina e a cada dois postes três árvores foram plantadas para arborização, a rua é em calçada de tijolos vermelhos formando os emblemas dos grandes hotéis da rua)estava tranqüila com poucas pessoas andando por ela. Em uma árvore perto da entrada do hotel que mais lembra a entrada do Pártenon grego vi um corvo a me encarar.
Parabéns pelo casório seu pai esta feliz por ti
- Quem esta falando? Olho para os lados e não vejo ninguém. Volto para o salão de festas. O salão possui uma pista de dança de 50mx12m ao redor da pista esta locada as mesas, na frente possui um palco para shows e celebrações.
As horas passam vou buscar Renam, no caminho passei na casa da tia de Lisa para saber se estava tudo certo. Tudo corria as maravilhas Tom chegara com o Frederick e os convidados estavam chegando. Minha mãe organizará uma festa e tanto, a ornamentação e os músicos deixa o casamento da Lady Diana pequeno, ela convidou as duas famílias por inteiro mais 500 convidados da corte. Desde ministros a chefes de estado, lordes, duques e condes, todos vieram ver mais um casamento entre um nobre e uma plebéia.
O grande momento chega Lisa adentra o salão todos ficam em pé inclusive tia Elizabeth II, a marcha nupcial toca o meu coração vem a boca. A cada paço que Lisa da pensamentos obscuros sobre o Golfo passava na minha cabeça, como se fosse lampejo do que estava por vir. Tentei focar na linda mulher que chegara no altar, trazida por Tom. Frederick da inicio a cerimonia falando que mesmo crianças tem maturidade para atos tão divinos. Eu e Lisa neste dia ainda tínhamos 16 anos, ela ia completar 17 daqui a duas semana e eu a 2 meses. Após as brincadeiras do padre não consegui tirar os olhos dos olhos de Lisa, a cerimonia chega ao ápice no momento do eu aceito e fico tão estasiado que não ouvi o padre falar. Declaramos nosso amor ao mundo. Após os votos fomos ao centro da pista e dançamos. Os padrinhos fizeram seus discursos e logo após fomos para o quarto enquanto a festa adentrava a noite.
No elevador a coloquei no colo para adentramos no quarto. Ao nosso lado havia um senhor com barbas brancas bem alto e forte não aparentava a idade que tinha.
- Vc's são os noivos do salão?
- Sim somos,falamos juntos
- Parabéns!!!
- Obrigado!juntos novamente
- TEnham uma ótima lua de mel
Ele desce no 12 andar ainda faltava dois andares para o quarto e o elevador era nosso. Começamos a nos beijar e o clima foi esquentando até que chegamos. Ela abriu a porta do quarto e fomos direto para cama. Foi a noite mais gostosa que tive em toda a vida. Fizemos amor umas três quarto vezes...
Na manhã seguinte fomos almoçar com tia Elizabeth II em Buckingham
, os convidados da ocasião eram padre Frederick, tia Elizabeth(claro), tio Filepe e Tom. Ao chegar adentramos pelo roll principal, a grande escadaria um corredor de 7,5 m de altura com piso em granito estrelado, com entalhes romanos nas pontas de cada bloco. As paredes do corredor possui quadros dos reis desde o seculo 14 D.C., abaixo e ao redor por toda a extensão das paredes entalhes romanos e neo-clássicos figuram como adornos e uma segunda moldura para os quadros. Um tapete Persa com desenhos do emblema real estende-se desde a porta as entradas principais do corredor. Subimos as escadarias e fomos a sala de reuniões onde seria o almoço, desde a 2º guerra quando a cozinha real foi destruída que as refeições e reuniões são realizadas nesta sala.
Ao entramos na sala vi minha mãe conversando com Frederick e escutei algo que me deixara bastante confuso, minha mãe relatara que meu irmão estava bem e que ia para Yale, cursar ciências forense. Quando cheguei mais perto desconversaram e pediram licença. Fiquei encucado durante todo a tarde.
No fim da tarde fomos ao jardim tomar chá, quando aparece pelo campo o dois Oficiais .
- Senhor Jack se encontra? Me levanto e vou em direção aos dois.
- Sim o que desejam?
- As ordes do quartel chegaram deves partir o mais breve possivel ou perderas o navio .Voltei para a mesa e contei a nova para todos Lisa me olhou com lagrimas nos olhos, nos abraçamos e choramos juntos. A beijei fui com os oficiais até o hotel pegar minhas coisas para partir.
Quando chegamos ao porto Renam e os outros já haviam subido no porta aviões ElizaII, o porta aviões tem uma altura de um prédio de 15 andares, comporta 45 naves e 15 helicópteros tipo tanques, possui nas laterais 6 canhões Ruffes .90. Subi ao convés e minutos depois partimos rumo ao inesperado.
Quem fui um dia III.2
- Boa tarde, Lisa esta?
- Vou chamá-la, entre, por favor.
- Obrigado!
- Sentisse um momento, sim!
Ela adentrou na casa, a casa era simples dois andares, na parte inferior era a sala (com um sofá, um som e um míni bar), cozinha e um banheiro. No primeiro andar os quartos e mais um banheiro. A sala tinha uma decoração simples bem casual, um sofá de três lugares uma escrivaninha de uma pessoa para estudos, um mini bar e um tapete de veludo no centro, duas janelas frontais com cortinas.
- Jack!! Algum problema. Lisa falara enquanto descia a escada. Ela estava usando um vestido rendado de cor amarelada, parecia um raio de luz na minha vida. Meu coração batia cada vez mais forte à medida que ela descia a escada.
- Oi, meu bem! Dei um beijo e a segurei forte, ela meio que se assustou com a pegada.
- Tudo bem?
- É que eu tenho boas e mas noticias.
- Minha mãe esta organizando uma festa de noivado para nós hj à noite, e fui convocado para o Golfo, parto em dois dias.
Lisa segurou minha mão, olhou para mim por alguns segundos, que mais pareciam minutos e me beijou, um beijo profundo e intenso, ao ponto de me deixar excitado. As lágrimas caiam de seus olhos eu tentava enxuga-los, mais não adiantava. A abracei, e lhe contei como seria lá no Golfo e o que iria fazer, mais quanto mais tentava amenizar e dizer que não estaria em risco, mais parecia que seria morto em guerra. Esperei ela se acalmar e fomos até uma loja da Victória Screts comprar um vestido para ela usar mais tarde e ela ver o terno que eu usaria a noite. Durante as compras tentei explicar para ela que estaria o mais breve possível em casa. As palavras não surtiram efeito, sentamos numa praça perto do Pártenon das vitimas do Holocausto. Turistas passavam a todo momento tirando fotos das amostras de arte que se espalhavam pelo parque até o Pártenon. Segurei sua mão, e disse:
- Sei que lhe preocupa a minha ida para a guerra, por isto a lhe pedi em casamento.
- Entendo que para sua carreira esta é uma grande oportunidade, mais tenho medo de perde-lo.
Quando ela terminou a frase passou um rapaz escutando Beatles no seu rádio. Uma lágrima desceu no meu rosto. Nos abraçamos e curtimos o momento. A olhei no fundo dos olhos,
- Quer casar comigo hj?
- Sim,simmmmmmm, me beijou com euforia.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Ausência
eu que estou quebrado, quarta dei um jeito na lombar e estou de cama desde então hj é que eu consegui sentar na frente do pc pois as dores amenizaram. Se eu estiver melhor poderei aparecer domingo.
abraços gente.
segunda-feira, 1 de março de 2010
A Saga de Zero: A Queda de Creed
Ato 2, Capitulo 6 - A Queda de Creed
Inaceitável. Ridículo. Humilhante.
Não fosse Chicaua aquele monstro estaria agora gargalhando em algum buraco imundo, recuperando suas forças.
Veloz? Até poucas horas atrás pensei que eu fosse. Pensei que ninguém inferior a um semideus poderia me superar. Daí o Creed, que não foi macho suficiente pra lutar até o fim, resolve fugir SALTANDO e eu CORRENDO não consigo ser suficientemente rápido para alcançá-lo. Não cheguei nem perto.
Vergonhoso.
Muito mais do que eu imaginava.
Estou mesmo muito puto.
O filho de Huitzilopochtli também perseguiu o verme saltando. E ele não só o abateu em pleno ar como ainda aterrissou junto dele. COMO ELE CONSEGUIU CHEGAR ANTES DE MIM?! Teria ele esta capacidade desde o início ou sua aparente possessão teria incrementado suas habilidades?
Não importa. Fui superado com extrema facilidade. Tô com uma vontade do caralho de quebrar a cara de alguém, mas não aparece nenhum marginal na rua, isso nem parece Nova York! Não comentarei nada, nem me abrirei com ninguém. Se acharem que estou sério, calado demais, danem-se. Isso não vai ficar assim. Vou passar a observar melhor esse índio e estudá-lo. Vou descobrir como ele foi capaz de tamanha proeza, se foi algo inerente ou mágico.
Se ele é capaz disso, eu sou muito mais.
Tudo que eu preciso é treinar.
(Huummm, por sinal o Hashimoto também me pareceu rápido demais no campo de batalha... não, deixa pra lá. Acho que minha vontade de arrebentar alguém ta me fazendo delirar...)
-x-
-x-
Huummm, talvez eu até dê uma forcinha pra eles esta noite....
-x-
Todo coberto de sangue e com o grande e negro coração de Creed nas mãos. Nojento.
Bauer saiu com ele para fazer alguma coisa com o resto do corpo, não me preocupei com isso. Minha mente está focada apenas no momento do encontro com Krieger. Sinto que ele está muito próximo, espreitando. Talvez essa demora em aparecer seja uma espécie de técnica de terror psicológico, para nos deixar continuamente assustados e tensos para que seu bote seja ainda mais efetivo. Ele não é confiável, e ainda não sei o que esperar dele. Nada me tira da cabeça que ele descobriu que pretendemos matá-lo e usá-lo como bode expiatório para quando o Esquentadinho resolver nos interrogar sobre o desaparecimento de seu pupilo (é claro que isso vai acontecer... se permanecermos vivos até lá).
Paul se recupera no quarto enquanto tenta decifrar o conteúdo do livro que resgatamos (e que devolveremos ao Krieger) e Hashimoto, que havia se refugiado num lugar que não lembro (parece que na casa de algum parente) já está a caminho.
-x-
Bom, tomara que eu consiga terminar de scannear o livro antes do Krieger chegar...